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Mesmo com o dia a dia atarefado dentro de casa, a saúde das mulheres não pode ser deixada de lado. Acompanhe!

Apesar de ser mais comum em homens, a apneia do sono também pode se desenvolver nas mulheres. Dupla jornada de trabalho e rotina corrida são os cenários que quase metade das mães brasileiras se depara todos os dias. Agora com o isolamento social, as dificuldades podem ser ainda maiores, já que é preciso reestruturar todas as atividades habituais e conciliar o trabalho dentro de casa com as crianças presentes todo o tempo.
Toda essa correria, além de gerar sérios prejuízos ao sono, cria um ambiente favorável para o surgimento de distúrbios, como a apneia do sono. Por isso, neste Dia das Mães, viemos explicar porque a saúde das mulheres não pode ser deixada de lado, mesmo com o dia a dia atarefado dentro de casa. Acompanhe.
Veja também! Apneia do sono e casamento: como o tratamento pode mudar sua vida e a de seu parceiro?
Com uma rotina intensa, muitas mulheres negligenciam os cuidados com a saúde e é, justamente aí, que mora o perigo, principalmente com a chegada da menopausa! Durante essa fase da vida, a mulher deve monitorar de perto a saúde para verificar o desenvolvimento de doenças, como a apneia do sono. Esse foi o tema de uma pesquisa realizada pelo Instituto do Sono, na qual o resultado demonstrou que a menopausa é um dos fatores cruciais para o desenvolvimento do distúrbio do sono.
De acordo com o estudo, o período se relaciona à doença ao diminuir os hormônios estrogênio e progesterona. Com essa diminuição, os músculos do corpo da mulher – incluindo os que se localizam ao redor da garganta – ficam mais fracos – dessa forma, ficam propensos a obstruírem as vias aéreas superiores, o que contribui para o desenvolvimento da apneia do sono.
Podemos destacar ainda outros fatores que estão relacionados à apneia do sono nas mulheres. Assim como nos homens, o ronco é um aspecto determinante para a identificação do distúrbio. No entanto, há diferença entre os dois, já que nas mulheres o ronco é leve e, em geral, quase não faz barulho.
É preciso ter atenção com o excesso de peso. Além de se acumular nas pernas e nos braços, a gordura concentra-se também em órgãos como a traqueia e nos músculos da língua, o que favorece a obstrução das vias aéreas e, consequentemente, a apneia do sono.
Vale ressaltar que, nas mulheres, as paradas respiratórias, causadas pela apneia do sono são mais curtas e, em muitos casos, a paciente não percebe esse problema.
Os sintomas da apneia do sono nas mulheres costumam ser mais sutis, mas os efeitos são mais intensos. Os principais deles são: enxaquecas, dores de cabeça frequentes e tontura; palpitações, taquicardias e sensação de asfixia; falta de energia e fadiga excessiva; dificuldade de concentração e perda de memória e síndrome das pernas inquietas.
Caso seja identificado um ou mais dos sinais citados acima, é fundamental procurar o médico do sono para a realização da polissonografia. Este exame analisa os estágios do sono e detecta distúrbios como a apneia do sono.
Com a apneia, a qualidade do sono da mulher diminui consideravelmente, impedindo que passe por todas as fases do sono da forma ideal. Desta forma, ela passa a se sentir mais cansada para desempenhar suas atividades diárias, prejudicando até seus momentos em família.
A apneia do sono também pode desencadear problemas emocionais mais graves com o agravamento da ansiedade e desenvolvimento da depressão. A explicação científica para a situação foi dada por uma pesquisa feita por cientistas da Universidade da Califórnia.
Os especialistas verificaram que a quantidade dos neurotransmissores glutamato eram muito maiores no cérebro de pessoas que sofriam com a apneia do sono. Tal substância ajuda a modelar as emoções, fazendo com que a pessoa fique mais acelerada. O resultado é o estresse extremo, capaz de levar ao desenvolvimento de das doenças emocionais.
E, mais do que nunca, neste momento de quarentena é preciso cuidar da saúde emocional, para manter a calma em meio às incertezas que estamos vivendo. Além disso, é fundamental transmitir tranquilidade para os filhos.
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Fonte: Eduardo Partata – fisioterapeuta – CREFITO – 3/121685-F