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    Como lidar com o ronco do parceiro: um guia completo para proteger o sono e o relacionamento

    Como lidar com o ronco do parceiro é uma dúvida comum entre casais que veem suas noites de descanso se transformarem em momentos de frustração e cansaço. Você se deita em busca de paz, mas o barulho constante ao seu lado vira um desafio diário, e não estamos falando apenas de um incômodo sonoro. O ronco, quando frequente, pode afetar não só o sono, mas também o humor, a saúde mental e até a conexão entre duas pessoas.

    De acordo com a Associação Brasileira do Sono, 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam. Após os 60 anos, esses números aumentam significativamente, chegando a 60% entre os homens e 40% entre as mulheres. E o impacto disso vai além do ruído: noites maldormidas causam irritabilidade, distanciamento emocional e até a temida “separação de quartos”, uma saída comum, porém nem sempre ideal.

    Neste artigo, vamos conversar sobre o que realmente está por trás do ronco, incluindo a apneia do sono, um distúrbio respiratório do sono grave e muitas vezes negligenciado, como ele interfere no bem-estar do casal, quais são os exames e tratamentos mais indicados, e por que o CPAP é um grande aliado nessa jornada. Ao final, você encontrará dicas práticas para dormir melhor e preservar a qualidade do seu relacionamento.

    O que é apneia do sono?

    A apneia do sono é um distúrbio respiratório caracterizado por interrupções momentâneas da respiração durante o sono. Essas pausas, que podem durar de segundos a mais de um minuto, geralmente ocorrem repetidas vezes durante a noite, sem que a pessoa perceba. Em muitos casos, o ronco é o primeiro sinal de alerta.

    Tipos de apneia do sono

    • Apneia obstrutiva do sono (AOS): o tipo mais comum. Frequentemente pode ocorrer pela queda da língua ou pelo relaxamento excessivo dos músculos da garganta bloqueando o fluxo de ar. Mesmo que o paciente tente respirar não será possível em função do bloqueio mecânico presente nas vias aéreas.
    • Apneia central do sono: Embora seja menos comum, ela costuma ser mais frequente em pacientes com doenças cardiovasculares e neurológicas e que fazem uso crônico de opióides. Normalmente vem acompanhada de apneias obstrutivas. Está relacionada à ausência de comando respiratório pelo cérebro aos músculos respiratórios.
    • Apneia mista: combinação de fatores obstrutivos e centrais.

    Causas e fatores de risco: por que o parceiro ronca?

    Diversos fatores contribuem para a ocorrência da apneia do sono e do ronco. Entender o motivo é o primeiro passo para saber como agir:

    • Excesso de peso: o acúmulo de gordura ao redor do pescoço comprime as vias aéreas e reduz ou impede a passagem do fluxo de ar.
    • Envelhecimento: o tônus muscular da garganta diminui naturalmente com a idade, dificultando a passagem do ar pela faringe.
    • Uso de álcool e sedativos: relaxam os músculos da garganta, facilitando o colapso das vias aéreas.
    • Tabagismo: inflama as vias respiratórias e aumenta o risco de obstruções.
    • Desvio de septo e rinite crônica: dificultam a respiração nasal, favorecendo o ronco.
    • Dormir de barriga para cima: essa posição favorece a queda da língua em direção a garganta com a consequente obstrução da via aérea. 

    Sintomas: os sinais que não devem ser ignorados

    A curto prazo:

    • Sonolência diurna: o sono de baixa qualidade causa cansaço excessivo.
    • Dificuldade de concentração: afeta o desempenho no trabalho e nos estudos e pode aumentar o risco de acidentes de trabalho.
    • Cefaleia matinal: dores de cabeça ao acordar são comuns em quem sofre de apneia do sono.
    • Fadiga: a falta de disposição física e mental são frequentemente associados à apneia do sono.
    dormir com quem ronca

    A médio e longo prazo:

    • Hipertensão arterial e arritmias cardíacas.
    • Redução da libido e alterações hormonais.
    • Comprometimento da memória e risco aumentado de demência.
    • Depressão, ansiedade e irritabilidade constantes.
    • Risco de infarto e AVC.

    Além dos riscos à saúde individual, a convivência com esses sintomas afeta a dinâmica do casal, provocando distanciamento emocional e físico.

    Como é feito o diagnóstico da apneia?

    O exame padrão ouro para diagnosticar a apneia do sono é a polissonografia, que pode ser feita em laboratório ou em domicílio. Ele monitora:

    • Atividade cerebral e muscular
    • Frequência cardíaca
    • Níveis de oxigênio no sangue
    • Fluxo de ar nasal e bucal
    • Roncos e pausas respiratórias

    Com base nos resultados, o médico determina a gravidade da apneia (leve, moderada ou grave) e orienta o melhor tratamento.

    Quais são os tratamentos para apneia do sono?

    O tratamento da apneia do sono varia conforme o tipo e gravidade do distúrbio, histórico de saúde do paciente e grau de comprometimento na qualidade de vida. Os objetivos são claros: garantir a passagem de ar continuamente durante o sono, melhorar a qualidade e quantidade de sono, e evitar os riscos à saúde e ao relacionamento.

    1. Mudanças no estilo de vida

    • Perda de peso: a redução da quantidade de tecido gorduroso na região do pescoço facilita a passagem do ar nas vias aéreas superiores, facilitando a respiração.
    • Evitar álcool e sedativos: essas substâncias relaxam a musculatura da garganta, tornando-a mais colapsável e agravando o quadro.
    • Parar de fumar: o cigarro inflama as vias aéreas, aumentando as chances de obstrução.
    • Dormir de lado: evita que a língua e o palato mole desabem na faringe durante o sono e obstruam a garganta.
    • Praticar exercícios físicos: melhora a função respiratória e regula o sono.

    Essas mudanças são importantes para qualquer pessoa com apneia, mesmo que o tratamento principal seja o uso de um dispositivo respiratório.

    2. Aparelhos intraorais

    Indicados principalmente para casos leves a moderados, os dispositivos orais reposicionam a mandíbula e a língua, evitando o colapso das vias respiratórias. Para os casos de apneia moderada a grave, quando o paciente não se adapta ao CPAP, pode ser uma alternativa de tratamento.

    3. Cirurgias corretivas

    São indicadas para alterações anatômicas como desvio de septo, amígdalas hipertrofiadas ou retrognatismo. Algumas opções incluem:

    • Uvulopalatofaringoplastia (UPFP)
    • Avanço maxilomandibular
    • Implante do nervo hipoglosso
    • Cirurgia Ortognática

    A cirurgia é sempre avaliada com cautela e indicada apenas quando outros tratamentos não surtiram efeito.

    4. Fisioterapia do Sono

    Atua no processo de adaptação e gerenciamento do CPAP para o tratamento da apneia do sono. Além disso, o fisioterapeuta pode contribuir no tratamento da apneia do sono por meio de exercícios terapêuticos e treinamento muscular respiratório, educação e promoção de estratégias para boa saúde do sono.

    5. Fonoaudiologia do sono

    • Terapia miofuncional orofacial: fortalece a musculatura da língua, bochechas e palato mole podendo ser aplicada como estratégia terapêutica em casos de apneia leve ou como estratégia complementar ao uso do CPAP em casos selecionados.

    CPAP: padrão-ouro no tratamento da apneia do sono

    O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é o tratamento mais indicado para a apneia obstrutiva do sono. Ele funciona fornecendo um fluxo contínuo de ar pressurizado que mantém as vias aéreas abertas, evitando roncos e pausas respiratórias.

    Como o CPAP age?

    Ao manter as vias respiratórias desobstruídas, o CPAP:

    • Previne os microdespertares
    • Melhora a oxigenação sanguínea
    • Reduz a sonolência diurna
    • Diminui o risco de doenças cardíacas e metabólicas
    • Restaura a qualidade do sono do paciente e de quem dorme ao lado

    Tipos de CPAP e máscaras: qual é o ideal para você?

    Tipos de CPAP:

    • CPAP fixo: fornece uma pressão única determinada pelo médico. É indicado para quem tem uma pressão ideal bem definida.
    • CPAP automático (Auto-CPAP): ajusta a pressão automaticamente conforme a necessidade do paciente durante o sono. É o mais usado atualmente.
    • Bilevel (BiPAP): utilizado em pacientes com doenças cardiorrespiratórias ou neurológicas associadas à apneia do sono ou quando a pressão de tratamento é mais alta. Oferece duas pressões diferentes: uma para inspirar, outra para expirar.
    como lidar com o ronco do parceiro

    Tipos de máscara:

    • Nasal: cobre apenas o nariz. Ideal para quem respira bem pelo nariz e busca conforto.
    • Nasal pillow: almofadas que se encaixam diretamente nas narinas. São discretas e leves e ideais para os pacientes que têm desvio de septo.
    • Oronasal : cobre nariz e boca. Indicada para quem respira exclusivamente pela boca ou tem congestão nasal frequente.

    Como o ronco afeta a vida a dois?

    O ronco do parceiro não é só um ruído desconfortável, é um fator real de estresse emocional, perda de conexão e desgaste físico do casal.

    A curto prazo:

    • Sono fragmentado de quem compartilha a cama
    • Irritabilidade e mau humor ao acordar
    • Diminuição do desejo sexual
    • Aumento de conflitos e distanciamento emocional

    A longo prazo:

    • Isolamento e “divórcio do sono” (quando casais dormem em quartos separados)
    • Desgaste na convivência e na empatia
    • Decisões de separação por fadiga emocional

    A boa notícia? Tratar a apneia do sono com o CPAP pode salvar relacionamentos. Diversos casais relatam que, após a adaptação ao aparelho, reconquistaram noites tranquilas e proximidade emocional.

    8 Dicas para Casais que Enfrentam o Ronco Juntos

    1. Conversem sobre o impacto do ronco com empatia

    O primeiro passo é o diálogo. Muitas vezes, quem ronca não tem consciência do incômodo que causa, e quem ouve o ronco pode estar emocionalmente esgotado. Conversem sem acusações. Em vez de focar na crítica, compartilhem como o sono comprometido está afetando o bem-estar e a rotina de ambos.

    2. Busquem juntos uma avaliação médica

    Em vez de tratar o ronco como um problema individual, façam da busca por diagnóstico e tratamento uma jornada em dupla. A polissonografia, exame padrão ouro para investigar distúrbios do sono como a apneia, é fundamental. Marquem a consulta juntos e acompanhem as orientações como um time.

    3. Criem uma rotina de sono compartilhada

    Dormir no mesmo horário, evitar luzes e telas antes de deitar, e manter o ambiente agradável para os dois fortalece o vínculo e contribui para um sono de qualidade. Um ritual noturno a dois, como escutar uma música leve ou meditar por alguns minutos, também pode ajudar.

    4. Explorem soluções práticas juntos

    Desde travesseiros ergonômicos ao ruído branco, vale a pena testar, juntos, estratégias que melhorem a qualidade do sono. Se uma opção não funcionar, tentem outra com paciência e parceria. O importante é manter a disposição de melhorar.

    5. Considere o uso do CPAP em conjunto com acompanhamento profissional

    Se for diagnosticada apneia do sono, o CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas) costuma ser o tratamento mais eficaz. A adaptação pode ser mais fácil quando o casal entende os benefícios e se apoia durante o processo.

    6. Criem estratégias para quando o sono for interrompido

    Mesmo com tratamento em andamento, algumas noites podem ser desafiadoras. Combinar estratégias como o uso de tampões auriculares, dormir um pouco antes do parceiro ou até uma noite esporádica em quartos separados (sem tabus) pode ser uma solução temporária respeitosa para ambos.

    7. Cuidem juntos da saúde física e emocional

    O ronco pode estar ligado a fatores como excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo. Que tal, então, adotar hábitos mais saudáveis a dois? Caminhadas diárias, alimentação equilibrada e reduzir o álcool à noite podem beneficiar o casal como um todo, não só o sono.

    8. Protejam o vínculo afetivo com afeto e paciência

    Problemas de sono impactam o humor, a libido, a convivência. Reconheçam isso e tenham empatia um com o outro. Nem sempre o ronco vai sumir da noite para o dia, mas é possível enfrentá-lo com humor, parceria e, principalmente, amor.

    CPAPS: mais que uma loja, uma aliada no cuidado com o sono

    A CPAPS é referência nacional em soluções para distúrbios respiratórios do sono. Mais do que oferecer produtos, a CPAPS caminha ao lado dos pacientes, e de quem os ama, com empatia, conhecimento e acolhimento.

    Diferenciais que fazem a diferença:

    • Aparelhos CPAP e BIPAP de última geração;
    • Acompanhamento e orientação especializada sobre máscaras, umidificadores e acessórios;
    • Suporte técnico humanizado;
    • Participação no projeto CPAP Solidário, que conecta doadores a pacientes que não podem adquirir um aparelho;
    • Conteúdos completos no Portal Mundo do Sono para educação e apoio aos pacientes.

    Atendimento:
    0800 601 9922 | WhatsApp | www.cpaps.com.br

    Fontes confiáveis utilizadas

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    Um comentário

    1. Me ajudou bastante. Vou procurar ajuda médica e acabei de mudar de ideia quanto a dormir em quartos separado. Passo a noite praticamente inteira acordado e amanheço cansado por causa dos roncos contínuos, interminaveis da minha esposa. As vezes até acordada ela relaxa e ronca, mal fecha os olhos para dormir e já apaga e ronca. Eu por sua vez se a acordo ela reclama pedindo que a deixe dormir.

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