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PEEP, sigla em inglês para pressão positiva expiratória final, é a pressão que o ventilador mantém nas vias aéreas ao fim da expiração, para que os alvéolos não colapsem e a oxigenação melhore.
Sem pressão positiva, a pressão dentro dos pulmões volta ao nível da atmosfera no fim de cada expiração. Em pulmões doentes, parte dos alvéolos fecha nesse momento e precisa ser reaberta a cada respiração. A PEEP mantém uma pressão residual, medida em centímetros de água (cmH2O), que conserva os alvéolos abertos entre uma respiração e outra e aumenta a área de troca de oxigênio.
Na ventilação invasiva, a PEEP é um parâmetro programado pela equipe em quase todos os modos. Nos aparelhos binível usados na ventilação não invasiva, a pressão expiratória recebe o nome de EPAP e cumpre papel equivalente. O CPAP aplica uma pressão contínua na inspiração e na expiração, por isso também gera pressão positiva no fim da expiração; na apneia do sono, essa pressão mantém a via aérea superior aberta.
O valor da PEEP é definido pelo médico ou pelo fisioterapeuta conforme a doença e a resposta do paciente. PEEP alta demais pode reduzir o retorno de sangue ao coração e lesar o pulmão por distensão, por isso o ajuste é acompanhado de perto. Existe ainda a auto-PEEP, pressão que sobra nos pulmões quando o ar não sai por completo antes da próxima respiração, comum em crises de DPOC e asma.
Fonte: Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica, 2013.