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Paralisia do sono é a incapacidade temporária de se mover ou falar ao adormecer ou ao acordar, com a mente consciente. Dura de segundos a poucos minutos e pode vir acompanhada de alucinações.
Durante o sono REM, fase dos sonhos mais vívidos, o cérebro bloqueia os músculos do corpo para que a pessoa não encene o que sonha. Na paralisia do sono, a consciência volta antes de esse bloqueio terminar. A pessoa percebe o quarto, mas não consegue mexer braços e pernas nem falar; a respiração e o movimento dos olhos continuam.
Muitos episódios vêm com sensação de presença no quarto, pressão no peito e imagens ou sons que parecem reais, chamados alucinações hipnagógicas, ao adormecer, ou hipnopômpicas, ao acordar. Uma revisão de 2011 estimou que cerca de 7,6% da população geral teve ao menos um episódio na vida, com taxas maiores entre estudantes e pacientes psiquiátricos.
Os fatores mais associados são privação de sono, horários irregulares, estresse e dormir de barriga para cima. Episódios frequentes também aparecem na narcolepsia e podem acompanhar a apneia do sono, que fragmenta o sono. O post sobre paralisia do sono e a relação com a apneia explica o que fazer para reduzir os episódios.
Episódios isolados não causam dano físico. Paralisia frequente, que gera medo de dormir, ou que vem com sonolência excessiva durante o dia e perda súbita de força muscular merece avaliação de um médico do sono.
Fonte: Sharpless BA, Barber JP. Lifetime prevalence rates of sleep paralysis: a systematic review. Sleep Medicine Reviews, 2011.