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EPAP é a pressão positiva expiratória nas vias aéreas: o nível mais baixo de pressão que o binível mantém enquanto o paciente solta o ar. Mantém a via aérea superior aberta e evita apneias obstrutivas.
EPAP vem do inglês expiratory positive airway pressure. O binível trabalha com dois valores: o IPAP, mais alto, na inspiração, e o EPAP, mais baixo, na expiração. Os dois têm funções diferentes na terapia.
O EPAP faz o papel que o CPAP faz com pressão única: mantém a faringe aberta para impedir apneias obstrutivas. Na titulação, quando há apneias obstrutivas, o EPAP e o IPAP sobem juntos; quando sobram hipopneias, ronco ou limitação de fluxo, sobe só o IPAP. A diferença entre os dois é a pressão de suporte, que ajuda a ventilação em doenças como DPOC e hipoventilação.
Os valores são definidos pelo médico, em geral na titulação feita durante a polissonografia. No binível de pressão fixa, o EPAP fica constante a noite toda; só os modelos automáticos ajustam o EPAP sozinhos, dentro de uma faixa programada. Mudar o valor por conta própria pode deixar apneias sem tratamento ou causar desconforto e vazamento.
O post sobre como funcionam os aparelhos biníveis mostra o IPAP e o EPAP ao longo do ciclo respiratório.
Fonte: AASM, diretriz de titulação manual de CPAP e binível na apneia obstrutiva (Kushida e colaboradores, Journal of Clinical Sleep Medicine, 2008).