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Titulação é o ajuste da pressão do CPAP, feito em geral numa polissonografia em que o paciente dorme com o aparelho e a pressão é aumentada até eliminar apneias, hipopneias e ronco.
Na titulação em laboratório, o paciente dorme com os sensores da polissonografia e uma máscara ligada ao CPAP. Um técnico acompanha os registros a noite toda e sobe a pressão aos poucos, segundo o protocolo, até encontrar a pressão que elimina os eventos respiratórios, inclusive de barriga para cima e no sono REM. O médico do sono lê o exame e prescreve a pressão final.
A máscara do exame é do mesmo tipo que o paciente vai usar em casa, nasal, oronasal ou de almofada nasal, e o ajuste dela faz parte da noite. Vazamento alto atrapalha a leitura dos eventos e a escolha da pressão.
Na polissonografia split-night, a primeira parte da noite faz o diagnóstico e a segunda faz a titulação, quando a apneia já aparece grave nas primeiras horas. Outra opção é a titulação domiciliar com CPAP automático, que ajusta a pressão sozinho por alguns dias; o médico analisa os dados do aparelho e define a pressão fixa ou a faixa de pressão. Essa via é indicada para quem não tem doença cardíaca ou pulmonar importante.
O post o que é polissonografia para titulação descreve a preparação e a noite do exame.
Fonte: Kushida CA e colaboradores, Clinical guidelines for the manual titration of positive airway pressure, Journal of Clinical Sleep Medicine, 2008.