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Em outubro rosa, entenda por que as mulheres têm mais chance de ter insônia e descubra como cuidar do sono com hábitos saudáveis e tratamento adequado.

O Outubro Rosa é mais do que uma campanha sobre câncer de mama, é um lembrete sobre o cuidado integral com a saúde da mulher. Além dos exames preventivos e do autocuidado físico, há outro aspecto igualmente importante para o bem-estar feminino: o sono.
Dormir bem é essencial para o equilíbrio hormonal, o humor e a imunidade. Durante o sono, o corpo regula hormônios como o estrogênio e a progesterona, que influenciam desde o metabolismo até o sistema emocional. Ainda assim, as mulheres têm mais chance de ter insônia do que os homens, e a ciência já sabe o porquê.
Segundo a Sleep Foundation (2023), a insônia é mais comum em mulheres. No Brasil, a Associação Brasileira do Sono (ABS) estima que grande parte das mulheres enfrenta dificuldade para dormir de forma regular. Esses números crescem ainda mais após a menopausa.
Entre as causas mais frequentes estão as oscilações hormonais, o estresse da dupla jornada (trabalho e responsabilidades domésticas), os sintomas da TPM e os distúrbios do sono que surgem com a idade.
Durante o Outubro Rosa, falar sobre sono é também falar sobre saúde integral. Entender por que as mulheres têm mais chance de ter insônia é o primeiro passo para prevenir não só noites mal dormidas, mas também os impactos físicos e mentais que vêm com elas.
A insônia é um dos distúrbios do sono mais comuns no mundo. Ela se caracteriza pela dificuldade de adormecer, manter o sono ou ter um descanso realmente restaurador, mesmo após várias horas deitado.
Pode ser aguda, quando surge por períodos curtos (geralmente ligada a fases de estresse ou ansiedade), ou crônica, quando ocorre pelo menos três vezes por semana por mais de três meses, segundo a American Academy of Sleep Medicine (AASM).

O National Institutes of Health (NIH) estima que 1 em cada 3 adultos sofra com insônia em algum momento da vida, e as mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Isso ocorre porque o sono feminino é fortemente influenciado por oscilações hormonais e fatores emocionais, que alteram o ritmo biológico natural.
Entre os principais sintomas estão:
A insônia vai muito além da falta de descanso. De acordo com a Harvard Medical School, dormir mal de forma contínua aumenta o risco de depressão, obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Isso acontece porque o sono é o momento em que o corpo regula hormônios, repara tecidos e fortalece o sistema imunológico.
Quando o ciclo do sono é interrompido, o organismo entra em desequilíbrio, e os impactos aparecem rapidamente no humor, na concentração e até na saúde da pele e do metabolismo.
A ciência confirma: as mulheres têm mais chance de ter insônia por uma soma de fatores biológicos, hormonais e emocionais.
Enquanto os homens sofrem mais com distúrbios respiratórios como a apneia do sono, as mulheres são especialmente sensíveis às variações hormonais que afetam o ciclo circadiano, o humor e a qualidade do descanso.
Durante o ciclo menstrual, os níveis de estrogênio e progesterona variam intensamente — e isso influencia diretamente o sono.
Quando o estrogênio cai (na TPM ou menopausa), o corpo produz menos melatonina, o que dificulta o adormecer.
A Cleveland Clinic aponta que muitas mulheres na perimenopausa relatam sintomas de insônia, muitas vezes acompanhados de suores noturnos, ansiedade e irritabilidade.
Esses hormônios também interferem na temperatura corporal e no equilíbrio emocional, criando um cenário que torna o sono mais leve e fragmentado.
A gestação e o período pós-parto são fases marcadas por mudanças físicas e hormonais intensas.
Na gravidez, o desconforto corporal, a azia e a necessidade frequente de urinar interrompem o sono.
Depois do parto, a rotina de amamentação e os cuidados com o bebê fragmentam completamente o descanso.
Segundo a Sleep Foundation, grande parte das mulheres no pós-parto vivenciam algum grau de insônia, especialmente nas primeiras 12 semanas após o nascimento do bebê.
Durante a menopausa, a queda drástica de estrogênio e progesterona altera o relógio biológico e reduz a produção de melatonina, o hormônio do sono.
Além disso, fogachos, sudorese noturna e oscilações de humor dificultam o sono profundo.
Um estudo publicado no Journal of Women’s Health revelou que mais de 60% das mulheres menopausadas relatam problemas persistentes para dormir.
A sobrecarga mental feminina também pesa na qualidade do sono.
Mulheres frequentemente acumulam múltiplas jornadas — trabalho, casa, filhos e, em muitos casos, o cuidado com familiares idosos. Essa rotina intensa favorece o estresse, a ansiedade e a ruminação mental noturna, dificultando o relaxamento.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres têm mais chances de desenvolver ansiedade e depressão, condições diretamente associadas à insônia.
Doenças como síndrome dos ovários policísticos (SOP), fibromialgia, hipotireoidismo e doenças autoimunes também afetam o sono.
Essas condições, mais prevalentes no público feminino, podem causar dores crônicas, fadiga, alterações hormonais e distúrbios metabólicos que interferem na arquitetura do sono.
Em resumo, a insônia feminina é multifatorial. Ela reflete não só o impacto dos hormônios e do corpo, mas também o ritmo acelerado e as exigências emocionais do dia a dia.
Reconhecer essas causas é o primeiro passo para tratar o problema com empatia e estratégias eficazes.
Além dos hormônios e do estresse emocional, uma série de hábitos diários e fatores ambientais pode contribuir para que as mulheres tenham mais chance de ter insônia. Pequenas atitudes que passam despercebidas — como o uso do celular à noite ou a falta de exposição ao sol — afetam diretamente o relógio biológico e a produção dos hormônios do sono.
Entre os principais fatores estão:
Esses fatores podem parecer inofensivos isoladamente, mas quando somados a uma rotina intensa e ao peso emocional do dia a dia, criam o cenário perfeito para noites mal dormidas.
De acordo com a Sleep Research Society, mulheres que dormem menos de seis horas por noite têm 40% mais risco de desenvolver sintomas depressivos e 25% mais risco de obesidade.
Isso acontece porque a privação de sono desequilibra a produção de hormônios ligados ao apetite e ao humor, como a leptina, a grelina e a serotonina.
Esses dados reforçam uma mensagem essencial: o sono é um pilar do autocuidado feminino. Durante o Outubro Rosa, falar sobre prevenção não deve se restringir ao câncer de mama, mas também incluir o cuidado com o corpo e a mente — e isso começa com noites bem dormidas.
Essas práticas, conhecidas como higiene do sono, ajudam a restabelecer o ciclo circadiano e reduzem a insônia em até 60%, segundo a National Sleep Foundation.
Quando a insônia se torna crônica, o ideal é procurar médico do sono. O tratamento padrão ouro é a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) realizada por psicólogos do sono. Em alguns casos será necessário o uso temporário de medicações.
Em casos associados à apneia, o uso do CPAP pode restaurar a oxigenação e melhorar a arquitetura do sono.
Dormir bem é parte fundamental do cuidado integral da mulher, tanto quanto fazer exames preventivos ou manter uma alimentação equilibrada.
A CPAPS, referência nacional em saúde do sono e qualidade respiratória, entende profundamente os desafios enfrentados por quem convive com a apneia do sono.
✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para distúrbios do sono e respiratórios.
✔️ Nossa equipe é composta por profissionais capacitados, especializados em orientar cada paciente na escolha da solução mais adequada para seu quadro de apneia.
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✔️ Além disso, através do nosso Projeto CPAP Solidário, promovemos o acesso democrático a equipamentos de saúde respiratória, sempre alinhados às melhores práticas clínicas e científicas.
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Insônia: definição, sintomas, diagnóstico e tratamento (NHLBI/NIH).
https://www.nhlbi.nih.gov/health/insomnia
Harvard Health – Por que o sono importa e os riscos de dormir pouco.
https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/the-importance-of-sleep-and-how-to-get-more-of-it
Cleveland Clinic – Menopausa e problemas de sono (orientações clínicas).
https://my.clevelandclinic.org/health/articles/12119-menopause-and-sleep-problems Fundação do Sono
American Academy of Sleep Medicine – recursos sobre insônia e higiene do sono.
https://sleepeducation.org/insomnia/ Instagram
National Institutes of Health – Saúde da mulher e sono (recursos institucionais de educação em saúde).
https://www.womenshealth.gov/mental-health/menopause-and-mental-health (seção aborda sono e transição hormonal) Office on Women’s Health