Narcolepsia

Narcolepsia é uma doença neurológica crônica em que o cérebro não mantém bem a separação entre vigília e sono, o que causa sonolência excessiva durante o dia e episódios de sono REM fora de hora.

O sintoma central da narcolepsia é a sonolência excessiva durante o dia, com ataques de sono em conversas, refeições ou ao volante. A ela se somam sinais do sono REM que invade a vigília: a cataplexia, perda súbita do tônus muscular desencadeada por emoção, como o riso; a paralisia do sono; alucinações ao adormecer ou ao acordar; e sono noturno fragmentado.

Tipos 1 e 2

A Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono divide a doença em dois tipos. A narcolepsia tipo 1 tem cataplexia ou nível baixo de hipocretina no líquor. A hipocretina, também chamada de orexina, é uma substância produzida no hipotálamo que estabiliza a vigília. Na tipo 2, não há cataplexia, e a hipocretina, quando medida, é normal.

Diagnóstico e tratamento

Para o diagnóstico, o médico combina a polissonografia à noite com o teste das latências múltiplas do sono no dia seguinte, em quatro ou cinco cochilos programados. No teste, aparece se a pessoa adormece rápido e entra em REM logo no início do cochilo. O tratamento é contínuo e inclui horários regulares, cochilos planejados e medicamentos prescritos pelo neurologista ou médico do sono. Mais detalhes estão no post sobre sintomas e tratamento da narcolepsia. Cochilos involuntários pedem avaliação médica, sobretudo em quem dirige.

Fonte: American Academy of Sleep Medicine, International Classification of Sleep Disorders, 3ª edição (ICSD-3, 2014), com revisão de texto em 2023 (ICSD-3-TR).