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A Escala de Sonolência de Stanford é um questionário de um item em que a pessoa marca, de 1 a 7, o quanto se sente sonolenta naquele momento.
A escala foi criada na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, pelo grupo de William Dement, e publicada em 1973 na revista Psychophysiology. Cada nível tem uma frase descritiva: o 1 corresponde a se sentir ativo, alerta e bem desperto, e o 7 a não lutar mais contra o sono, com o adormecer próximo. A pessoa marca o nível que corresponde ao seu estado.
A escala mede a sonolência daquele momento, por isso pode ser aplicada várias vezes no mesmo dia, por exemplo a cada hora. É usada em pesquisa e em acompanhamento clínico para ver como a sonolência varia ao longo do dia, depois de uma noite mal dormida ou após uma mudança de tratamento.
A Escala de Epworth mede outra coisa: a chance habitual de cochilar em oito situações do dia a dia, como ler sentado ou parar no trânsito. Ela é a mais usada na triagem de apneia do sono e de outras causas de sonolência excessiva. A de Stanford não tem ponto de corte para diagnóstico e não substitui a avaliação médica nem a polissonografia.
Sonolência que atrapalha o trabalho, os estudos ou a direção é motivo para procurar um médico do sono.
Fonte: Hoddes E, Zarcone V, Smythe H, Phillips R, Dement WC. Quantification of sleepiness: a new approach. Psychophysiology, 1973.