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Eletromiografia é o registro da atividade elétrica dos músculos por eletrodos. Na polissonografia, mede o tônus do queixo e o movimento das pernas durante o sono.
A eletromiografia (EMG) capta os sinais elétricos que as fibras musculares produzem ao contrair. O exame tem dois usos principais: na neurologia, o exame com agulha avalia nervos e músculos em doenças neuromusculares. Na medicina do sono, a EMG é feita com eletrodos de superfície colados na pele, sem agulha.
A polissonografia registra a EMG em dois pontos. O eletrodo sob o queixo, chamado de EMG submentoniana, mostra o tônus muscular e ajuda a separar os estágios do sono: no sono REM os músculos ficam quase paralisados, e a EMG do queixo cai ao nível mais baixo da noite. Junto com o eletroencefalograma e o registro dos olhos, esse sinal define cada estágio.
Os eletrodos nas pernas, sobre o músculo tibial anterior, contam os movimentos periódicos dos membros. O achado é comum na síndrome das pernas inquietas. A EMG do queixo também revela o sono REM sem atonia, base do diagnóstico do transtorno comportamental do sono REM, em que a pessoa se mexe e age durante os sonhos. Alguns laboratórios acrescentam eletrodos nos músculos da mastigação para registrar o bruxismo. A EMG de superfície não dói e não exige preparo além da pele limpa e sem creme no dia do exame.
Fonte: American Academy of Sleep Medicine, Manual for the Scoring of Sleep and Associated Events.