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Eletroencefalograma, ou EEG, é o exame que registra a atividade elétrica do cérebro por eletrodos colados no couro cabeludo. No exame do sono, é o sinal que mostra se a pessoa está acordada e em qual estágio do sono está.
Os eletrodos do eletroencefalograma captam variações de voltagem muito pequenas, produzidas pelos neurônios do córtex, e as registram como ondas. A frequência e a altura dessas ondas mudam conforme o estado do cérebro: o ritmo alfa aparece no relaxamento de olhos fechados, os fusos do sono e os complexos K marcam o estágio N2, e as ondas lentas de alta amplitude definem o sono profundo, N3.
Na polissonografia, o EEG é registrado junto com o eletro-oculograma, que mede o movimento dos olhos, e a eletromiografia do queixo. A soma dos três sinais permite classificar cada trecho de 30 segundos da noite em vigília ou em um dos estágios do sono: N1, N2, N3 e REM. Sem o EEG, o exame não mede o tempo real de sono nem os microdespertares; por isso, os aparelhos domiciliares mais simples calculam a apneia sobre o tempo de registro.
Fora do exame do sono, o EEG de rotina é a base para investigar epilepsia, convulsões e alterações da consciência. O neurologista às vezes pede o exame com privação de sono, porque dormir pouco na véspera aumenta a chance de registrar alterações. O exame não dói e não emite corrente elétrica para o paciente: os eletrodos apenas captam o sinal.
Fonte: American Academy of Sleep Medicine (AASM), Manual for the Scoring of Sleep and Associated Events.