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Síndrome das pernas inquietas é um distúrbio neurológico em que a pessoa sente vontade forte de mexer as pernas, em geral com sensação desconfortável, que piora em repouso e à noite e melhora com o movimento.
Também chamada de doença de Willis-Ekbom, a síndrome tem diagnóstico clínico, feito pela conversa com o médico. O Grupo Internacional de Estudo da Síndrome das Pernas Inquietas (IRLSSG) exige cinco critérios:
Os sintomas atrasam o início do sono e causam despertares. Muitos pacientes também têm movimentos periódicos dos membros durante o sono, chutes curtos e repetidos que fragmentam a noite sem que a pessoa perceba.
A síndrome é mais comum em mulheres e tem forte componente familiar. Deficiência de ferro, gravidez, doença renal crônica e alguns remédios, como antialérgicos e antidepressivos, podem causar ou piorar o quadro. O médico costuma dosar a ferritina antes de decidir o tratamento, que pode incluir reposição de ferro, ajustes de higiene do sono, redução de álcool e cafeína e medicamentos prescritos.
Quem sente esse desconforto quase toda noite deve procurar um médico do sono ou neurologista. O post o que é a síndrome das pernas inquietas resume o quadro.
Fonte: International Restless Legs Syndrome Study Group (IRLSSG), critérios diagnósticos revisados (Allen e colaboradores, Sleep Medicine, 2014).