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Descubra como o ganho de peso no inverno afeta a apneia do sono e saiba o que fazer para prevenir, controlar e tratar esse distúrbio com apoio da CPAPS.

Como o ganho de peso no inverno afeta a apneia do sono? Essa é uma pergunta cada vez mais comum em consultórios médicos, especialmente entre especialistas em sono e saúde respiratória.
E a resposta envolve um comportamento típico da estação mais fria do ano: com a queda das temperaturas, muitas pessoas passam a comer mais, se movimentar menos e, consequentemente, ganham peso.
À primeira vista, essa mudança parece inofensiva, afinal, quem nunca sentiu mais fome no frio ou preferiu ficar debaixo das cobertas ao invés de ir para a academia? Mas o que muita gente não percebe é que esses hábitos impactam diretamente a qualidade do sono, agravando distúrbios respiratórios como a apneia obstrutiva do sono.
Segundo o Ministério da Saúde, 68% dos brasileiros estão acima do peso, e o sedentarismo aumenta significativamente no inverno, com mais de 60% da população reduzindo ou abandonando a prática de atividades físicas.
Ao mesmo tempo, dados da Sleep Foundation indicam que a apneia do sono já afeta 33% dos adultos no Brasil e mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.
Esses números não são isolados. Existe uma relação direta entre ganho de peso e piora da apneia do sono, já que o acúmulo de gordura na região do pescoço e abdômen pode estreitar as vias aéreas e dificultar a respiração durante o sono.
Neste artigo, vamos conversar sobre como o peso influencia esse distúrbio, o que muda no nosso corpo durante o inverno, quais os riscos de ignorar os sinais da apneia e, principalmente, como prevenir e cuidar da sua saúde de forma prática e eficaz, mesmo nos dias mais frios.
Acredite: com informação e as ferramentas certas, é possível passar pelo inverno com mais saúde, menos roncos e muito mais qualidade de vida.
A apneia obstrutiva do sono é muito mais do que um simples ronco. Trata-se de um distúrbio respiratório sério, marcado por interrupções repetidas na respiração durante o sono.
Essas pausas, que podem durar de alguns segundos a mais de um minuto, acontecem quando as vias aéreas superiores colapsam ou ficam obstruídas temporariamente.
Esse bloqueio impede a passagem do ar, reduz o oxigênio no sangue e obriga o cérebro a “acordar” a pessoa repetidamente ao longo da noite, mesmo que ela nem perceba. O resultado? Um sono fragmentado e nada reparador, com sérios impactos para a saúde e o bem-estar.
Esses sinais muitas vezes são ignorados ou atribuídos ao estresse e à rotina corrida. Mas quando se repetem com frequência, merecem atenção.
O diagnóstico da apneia do sono exige investigação especializada. O exame mais indicado é a polissonografia, que monitora o sono durante uma noite inteira, avaliando respiração, batimentos cardíacos, nível de oxigênio, movimentos corporais, entre outros parâmetros.
A versão domiciliar da polissonografia também tem ganhado espaço por ser mais acessível e confortável, além da alta taxa de confiabilidade quando bem conduzida.
Segundo a Associação Brasileira do Sono, estima-se que quase 80% dos casos de apneia ainda não foram diagnosticados no país. Ou seja, milhões de pessoas convivem com o distúrbio sem saber, correndo riscos silenciosos à saúde.
A apneia não tratada vai além do cansaço. Estudos mostram que ela aumenta em até 3 vezes o risco de hipertensão arterial e dobra as chances de infarto ou AVC. Também está ligada à resistência à insulina, contribuindo para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, e pode agravar quadros de depressão e ansiedade.
Além disso, a fragmentação do sono afeta diretamente o metabolismo e o controle de peso, o que cria um ciclo perigoso: quem tem apneia tende a ganhar peso, e quem ganha peso tende a piorar a apneia.
A apneia do sono não surge do nada. Existem vários fatores que aumentam o risco de desenvolver o distúrbio, e muitos deles estão ligados ao estilo de vida, à genética e até ao formato do nosso corpo.
O excesso de peso é, hoje, um dos principais fatores de risco para apneia do sono. A gordura acumulada, principalmente na região do pescoço e parte superior do tronco, pode pressionar as vias respiratórias durante o sono, dificultando a passagem do ar.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), mais de 60% da população brasileira está acima do peso. E, de acordo com a Associação Brasileira do Sono, pessoas obesas têm até 10 vezes mais chances de desenvolver apneia do que pessoas com peso adequado.
Além disso, o ganho de peso costuma piorar a qualidade do sono, o que pode gerar ainda mais cansaço, alterações hormonais e dificuldade para emagrecer. Um verdadeiro ciclo vicioso.
A apneia pode acontecer em qualquer fase da vida, mas é mais comum em adultos acima dos 40 anos. Isso porque, com o passar do tempo, há uma tendência natural de perda do tônus muscular, inclusive na musculatura da garganta, o que favorece o colapso das vias aéreas.
Os homens têm maior propensão a desenvolver apneia do sono. Mas as mulheres pós-menopausa também entram em grupo de risco, especialmente após mudanças hormonais que afetam a distribuição de gordura corporal e o padrão respiratório.
Estudos da Sleep Foundation mostram que a prevalência é de cerca de 34% em homens e 17% em mulheres adultas, números que aumentam com a idade e com o sobrepeso.
Algumas características físicas podem estreitar naturalmente as vias aéreas, facilitando obstruções durante o sono. Entre elas:
Essas condições dificultam a passagem do ar e podem exigir avaliação médica especializada.
Se você tem parentes próximos com apneia do sono, as chances de também desenvolver o distúrbio são maiores. A hereditariedade pode influenciar tanto na anatomia quanto na predisposição a ganhar peso ou desenvolver outras comorbidades relacionadas.
O consumo frequente de álcool ou medicamentos sedativos (como calmantes e ansiolíticos) relaxa excessivamente a musculatura da garganta. Isso aumenta o risco de colapsos durante o sono e pode piorar os episódios de apneia, principalmente quando o consumo ocorre à noite.
É só o frio chegar que muita gente percebe: a calça aperta, o corpo fica mais pesado e a disposição some. Mas não é só impressão, ganhar peso no inverno é algo bastante comum, e a ciência explica o porquê.
Durante os meses mais frios, o corpo precisa de mais energia para manter a temperatura interna estável. Como resposta natural, o apetite aumenta. E não é qualquer fome, sentimos mais vontade de comidas calóricas e reconfortantes, como massas, queijos, chocolates e alimentos mais gordurosos.
Além disso, a exposição ao sol diminui consideravelmente, o que reduz os níveis de vitamina D e altera a produção de melatonina e serotonina, hormônios que afetam o humor, o sono e o apetite. O resultado? Mais cansaço, mais vontade de comer e menos motivação para se exercitar.
Uma pesquisa da USP mostrou que mais de 60% das pessoas deixam de praticar atividades físicas durante o inverno. O frio, a preguiça e os dias mais curtos dificultam a rotina de exercícios.
E sem gasto calórico, o excesso de comida rapidamente se transforma em gordura acumulada, especialmente na região abdominal e pescoço, que interfere diretamente nas vias aéreas e na apneia do sono.
Com o clima mais fechado e a necessidade de aconchego, passamos mais tempo dentro de casa. Isso, por si só, aumenta o sedentarismo e o consumo alimentar por impulso. É comum comer sem fome real, apenas para se distrair ou aliviar o desconforto emocional causado pela estação.
Esse conjunto de fatores, mais peso, menos exercício, mais cansaço, afeta diretamente quem já convive com a apneia do sono. O ganho de peso pode aumentar a obstrução das vias aéreas, deixando o distúrbio mais intenso e frequente. O sono piora, o cansaço cresce e a saúde entra num ciclo prejudicial.
Por isso, cuidar do peso durante o inverno é mais do que estética, é uma medida importante de saúde respiratória e qualidade do sono.
A apneia do sono e o ganho de peso formam uma dupla perigosa e, infelizmente, andam de mãos dadas. Quem sofre com apneia tende a engordar, e quem ganha peso tem mais chance de desenvolver ou agravar a apneia. É um ciclo vicioso silencioso e muito comum.
Quando ganhamos peso, principalmente na região do pescoço e abdômen, há um acúmulo de gordura ao redor das vias aéreas. Isso estreita o espaço por onde o ar passa durante o sono, facilitando os colapsos que causam as pausas respiratórias da apneia.
É por isso que pessoas com índice de massa corporal (IMC) mais alto têm mais risco de desenvolver o distúrbio.
Um estudo publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine mostrou que um aumento de 10% no peso corporal pode multiplicar por seis o risco de apneia do sono.
Mas a relação vai além da mecânica respiratória. A qualidade do sono também interfere diretamente nos hormônios que controlam a fome e a saciedade. Durante a noite, o corpo produz leptina (que reduz o apetite) e grelina (que estimula a fome). Só que, com o sono fragmentado pela apneia, a produção desses hormônios se desregula.
O resultado? Quem dorme mal sente mais fome durante o dia, especialmente por alimentos calóricos e carboidratos. Isso leva a um comportamento alimentar impulsivo, maior ingestão calórica e, claro, aumento de peso.
Além disso, a pessoa com apneia mal tratada acorda mais cansada, irritada e sem energia para se exercitar. A falta de disposição física alimenta o sedentarismo, o que prejudica ainda mais o metabolismo. O corpo entra num modo de baixa que dificulta a perda de peso e favorece ainda mais as crises de apneia.
A boa notícia é que o caminho também pode ser o contrário. Pesquisas apontam que perder peso corporal pode reduzir a gravidade da apneia do sono.
Isso significa que, para muitas pessoas, pequenas mudanças no estilo de vida já podem fazer uma grande diferença na saúde do sono e na qualidade de vida.
O frio pode até convidar a um ritmo mais lento, mas não precisa ser um inimigo da sua saúde respiratória. Mesmo nos dias gelados, há maneiras simples e eficazes de manter a apneia do sono sob controle e evitar o ganho de peso que tanto agrava o problema.
No inverno, o corpo gasta mais energia para se aquecer, o que aumenta naturalmente a vontade de comer alimentos mais calóricos. Mas com um pouco de atenção e rotina, é possível equilibrar a saúde sem abrir mão do conforto. Veja como:
Alimente-se com equilíbrio: prefira alimentos ricos em fibras, proteínas magras e legumes quentes. Evite o excesso de massas, doces e alimentos ultraprocessados, que favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal e cervical, que afeta diretamente as vias aéreas.
Hidrate-se, mesmo sem sede: o frio reduz a percepção da sede, mas o corpo continua precisando de água para manter o metabolismo funcionando bem. A hidratação também ajuda a manter as vias aéreas úmidas e a respiração mais fácil.
Movimente-se: não precisa ser uma rotina intensa de academia. Caminhadas dentro de casa, alongamentos ou subir escadas já são formas de ativar o corpo. A prática regular de atividades físicas melhora a oxigenação, o sono e ajuda no controle do peso.
Evite álcool à noite: o álcool relaxa ainda mais a musculatura da garganta, aumentando o risco de colapsos das vias aéreas durante o sono, o que pode intensificar os episódios de apneia.
Mantenha uma rotina de sono: dormir e acordar nos mesmos horários ajuda a regular o ciclo circadiano e a qualidade do sono. Isso é essencial para equilibrar hormônios e reduzir a vontade de comer durante o dia.
Acompanhe sua saúde: fazer exames periódicos e manter o acompanhamento com um especialista em sono é essencial para ajustar o tratamento, monitorar a evolução da apneia e prevenir outras complicações.
Use o CPAP mesmo no inverno: se você já recebeu indicação para usar CPAP, não abandone o tratamento por conta do frio. Muitos aparelhos possuem recursos como umidificador aquecido, que torna o uso mais confortável mesmo nos dias gelados. Além disso, o CPAP é o tratamento padrão-ouro para apneia do sono e evita que o distúrbio evolua para quadros mais graves.
Se você ou alguém próximo convive com a apneia do sono, é muito provável que já tenha ouvido falar do CPAP, e com razão. O CPAP, sigla para Continuous Positive Airway Pressure (pressão positiva contínua nas vias aéreas), é considerado o tratamento mais eficaz e seguro para esse distúrbio.

Mas afinal, como ele funciona?
Durante o sono, quem tem apneia sofre com o colapso parcial ou total das vias respiratórias, o que causa paradas na respiração. O CPAP age exatamente aí: ele gera um fluxo constante de ar por meio de uma máscara, mantendo as vias aéreas abertas e garantindo uma respiração livre e contínua durante toda a noite.
O uso regular do CPAP pode transformar a rotina de quem sofre com apneia. Entre os principais benefícios, estão:
Melhora na qualidade do sono: com a respiração normalizada, o sono se torna mais profundo, restaurador e contínuo.
Redução dos roncos e paradas respiratórias: isso traz alívio tanto para quem usa o aparelho quanto para quem dorme ao lado.
Mais disposição e clareza mental: o tratamento melhora o humor, reduz o cansaço diurno, a irritabilidade e até as falhas de memória.
Menor risco cardiovascular: a apneia está diretamente ligada à hipertensão, infarto e AVC. O CPAP reduz esse risco ao proteger o coração durante a noite.
Auxílio no controle de peso: ao melhorar os ciclos hormonais relacionados ao sono e ao apetite (como leptina e grelina), o CPAP ajuda a evitar o ganho de peso e pode facilitar a perda de gordura corporal.
Muita gente sente desconforto com o ar frio durante a terapia no inverno, mas hoje existem modelos com umidificadores aquecidos que tornam a experiência mais agradável. Além disso, o uso contínuo do CPAP nessa época é ainda mais importante, já que o inverno tende a intensificar os episódios de apneia.
Lembre-se: tratar a apneia do sono é tratar sua saúde como um todo, e o CPAP é a chave para isso.
A CPAPS é uma das maiores referências nacionais quando se fala em tratamento da apneia do sono, insônia e outros distúrbios relacionados. Atuando com produtos, informação qualificada e suporte ao paciente, a empresa se destaca pelos seguintes diferenciais:
✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para distúrbios do sono e controle ambiental, como purificadores de ar, umidificadores, travesseiros e capas antialérgicas, todos validados por padrões internacionais de qualidade.
✔️ Nossa equipe é composta por profissionais capacitados, especializados em orientar cada paciente na escolha da solução mais adequada para seu quadro de apneia.
✔️ Atuamos de forma integrada, não apenas fornecendo produtos, mas também educando, acolhendo e oferecendo suporte técnico contínuo, tanto para pacientes quanto para famílias.
✔️ Além disso, através do nosso Projeto CPAP Solidário, promovemos o acesso democrático a equipamentos de saúde respiratória, sempre alinhados às melhores práticas clínicas e científicas.
Fale com a CPAPS:
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