A apneia do sono é um distúrbio respiratório que afeta milhões de pessoas no mundo, muitas vezes sem diagnóstico. Estima-se que cerca de 33% dos brasileiros convivem com apneia, segundo dados da Associação Brasileira de Sono, sendo mais comum em homens acima de 40 anos, mas também impactando mulheres, idosos e até crianças.
O problema vai muito além do ronco. A apneia compromete a oxigenação noturna, prejudica a qualidade do sono e desencadeia doenças graves como hipertensão, diabetes, AVC, infarto, disfunção erétil, depressão e ansiedade.
Neste guia completo, você vai entender o que é apneia do sono, seus tipos, sintomas, diagnóstico, tratamentos e os estudos mais recentes sobre o distúrbio.
O que é Apneia do Sono?
A apneia do sono é um distúrbio caracterizado pela interrupção parcial ou total da respiração durante o sono. Essas pausas respiratórias podem durar de 10 segundos até mais de um minuto e se repetem dezenas ou centenas de vezes por noite.
Cada vez que isso acontece, há uma queda nos níveis de oxigênio no sangue, levando o cérebro a provocar microdespertares para retomar a respiração. Como consequência, o sono fica fragmentado e não atinge as fases mais profundas e reparadoras.
Tipos de Apneia do Sono
Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) É a mais comum. Ocorre quando há obstrução total ou parcial das vias aéreas, geralmente causada pelo relaxamento dos músculos da garganta durante o sono.
Apneia Central do Sono (ACS) Menos comum. Neste caso, o cérebro falha em enviar os comandos para os músculos responsáveis pela respiração, resultando na parada respiratória.
Apneia Mista ou Complexa É uma combinação da apneia obstrutiva com a apneia central. Geralmente começa como obstrutiva e, durante os episódios, passa a apresentar componentes centrais.
Diferença entre Apneia do Sono e Hipopneia
A hipopneia é uma redução do fluxo de ar nas vias respiratórias, geralmente superior a 30%, acompanhada de uma queda na saturação de oxigênio ou microdespertares.
A diferença é que na apneia do sono há uma interrupção completa da respiração, enquanto na hipopneia ocorre uma obstrução parcial ao fluxo de ar, mas ambas têm impacto negativo na qualidade do sono e na saúde.
Fatores de Risco para Apneia do Sono
Idade: mais comum após os 40 anos.
Sexo: homens têm até 3 vezes mais chance de desenvolver apneia, mas o risco se iguala após a menopausa nas mulheres.
Obesidade: pessoas obesas têm até 7 vezes mais risco.
Circunferência do pescoço: mais de 43 cm em homens e 38 cm em mulheres aumenta significativamente o risco.
Alterações anatômicas: como amígdalas grandes, desvio de septo, retrognatismo (mandíbula retraída).
Uso de álcool, sedativos e cigarro.
Histórico familiar.
Doenças associadas: como hipotireoidismo, insuficiência cardíaca e doenças neuromusculares.
O diagnóstico é feito principalmente por meio da polissonografia. As polissonografias do tipo 1 e 2 são mais completas e conseguem mostrar de forma mais ampla as características do sono de cada pessoa. Nesse tipo de exame são avaliados os seguintes parâmetros:
Fluxo respiratório.
Movimentos torácicos e abdominais.
Saturação de oxigênio.
Frequência cardíaca.
Ritmo do coração (ECG).
Atividade cerebral (EEG).
Ronco e microdespertares.
Movimento de pernas e braços
A polissonografia domiciliar do tipo 3 também pode ser utilizada para o estudo do sono, e é bem validada para diagnóstico da apneia do sono, apesar de mostrar dados relacionados predominantemente à respiração e oxigenação.
BiLevel: indicados para apneia central e casos mais complexos.
Dispositivo de avanço mandibular: indicado para apneia leve a moderada.
Reabilitação orofacial e respiratória: com fonoaudiólogo e fisioterapeuta.
Mudanças no estilo de vida: emagrecimento, atividade física, cessar tabagismo e álcool.
Tratamento cirúrgico:
Uvulopalatofaringoplastia (UPPP).
Cirurgia ortognática.
Adenoidectomia e amigdalectomia (em crianças e adultos).
Cirurgia de desvio de septo e redução de cornetos nasais.
Medicamentos para Apneia do Sono
Não existem medicamentos específicos para tratar a apneia.
Alguns remédios podem ser utilizados para combater sonolência excessiva, como Modafinil, sob prescrição médica.
A Tirzepatida (Mounjaro), um medicamento originalmente desenvolvido para o tratamento do diabetes tipo 2, demonstrou ser eficaz na redução da gravidade da apneia obstrutiva do sono (AOS) em adultos com obesidade.É importante ressaltar que a Tirzepatida não é uma cura para a apneia do sono, mas sim uma opção de tratamento que pode ajudar a reduzir a gravidade da condição e melhorar os sintomas.
Medicamentos ansiolíticos e antidepressivos podem ser ajustados para quem tem insônia associada.
CPAP: o tratamento padrão ouro para Apneia do Sono
Quando falamos em saúde do sono, especialmente em casos de apneia obstrutiva do sono (AOS), não existe tecnologia mais recomendada e eficiente do que o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure).
Reconhecido como padrão ouro no tratamento da apneia do sono pela American Academy of Sleep Medicine (AASM) e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o CPAP mudou a vida de milhões de pessoas no mundo todo.
Se você busca entender como dormir melhor quando enfrenta ronco intenso, sufocamentos noturnos, cansaço durante o dia e interrupções frequentes na respiração, o CPAP é provavelmente a resposta que você procura.
O que é CPAP?
O CPAP é um aparelho que fornece um fluxo contínuo de ar pressurizado durante o sono, através de uma máscara que cobre o nariz ou nariz e boca. Esse fluxo mantém as vias aéreas superiores abertas e desobstruídas, impedindo que elas colapsem, que é exatamente o que acontece na apneia do sono.
Sem esse colapso, você volta a respirar normalmente durante toda a noite, sem pausas, sem ronco, sem sufocamento e, principalmente, sem quedas perigosas nos níveis de oxigênio.
Como funciona o CPAP?
O aparelho capta o ar ambiente. O ar passa por um filtro, que remove impurezas como pó, mofo e partículas. O ar filtrado é enviado, em pressão contínua e constante, para as vias aéreas através da máscara. Essa pressão suave funciona como uma “mão invisível”, que mantém sua garganta aberta durante toda a noite, evitando o fechamento da passagem de ar.
Com isso, o CPAP impede os eventos de apneia e hipopneia (paradas e diminuições na respiração), garantindo um sono contínuo, profundo e reparador.
Quais são os benefícios do CPAP?
Elimina praticamente 100% dos episódios de apneia durante o sono.
Acaba com o ronco.
Melhora a oxigenação do corpo e do cérebro.
Restaura as fases profundas do sono, essenciais para memória, imunidade e reparação celular.
Diminui drasticamente a sonolência diurna, cansaço, lapsos de memória e irritabilidade.
Reduz riscos graves, como infarto, AVC, hipertensão, diabetes e declínio cognitivo.
Melhora o humor, a disposição, a concentração e até a vida sexual.
No inverno, quando as vias aéreas ficam mais inflamadas e o risco de apneia aumenta, o CPAP se torna ainda mais essencial.
Tipos de CPAP
CPAP Fixo: mantém sempre a mesma pressão, indicada após titulação (teste que define a pressão ideal).
CPAP Automático (APAP): ajusta a pressão automaticamente, conforme a necessidade da pessoa durante a noite. É o mais usado atualmente pela facilidade, conforto e adaptação dinâmica.
BIPAP ou VPAP ou Bilevel: fornece dois níveis de pressão, um mais alto para inspirar e outro mais baixo para expirar. Indicado para casos mais severos ou quando há dificuldade de adaptação ao CPAP convencional.
É difícil se adaptar ao CPAP?
Essa é uma das maiores dúvidas e, felizmente, o que os estudos e relatos mostram é que a adaptação é muito mais fácil do que se imagina, especialmente quando você percebe o ganho imediato na qualidade do sono.
Nos primeiros dias, é comum estranhar: a sensação da máscara, o som do aparelho, o fluxo de ar. Mas, geralmente, após uma semana de uso contínuo, o corpo se adapta completamente, e a maioria dos usuários diz que não consegue mais dormir sem.
O suporte de uma equipe especializada, como a da CPAPS, faz toda a diferença para garantir uma adaptação rápida, confortável e sem frustrações.
Quais são os componentes do CPAP?
Aparelho CPAP: fonte geradora do fluxo de ar.
Máscara: pode ser nasal, pillow (almofadas nasais) ou oronasal (cobre nariz e boca).
Traqueia (tubo): conecta o CPAP à máscara.
Umidificador aquecido (opcional mas recomendado, especialmente no inverno).
Filtros: purificam o ar antes que ele chegue às vias aéreas.
Fonte de alimentação: energia elétrica.
Quem deve usar CPAP?
Pessoas diagnosticadas com apneia obstrutiva do sono moderada ou grave.
Casos leves que apresentam sintomas intensos, como ronco severo, sonolência diurna, pressão arterial alta e cansaço.
Pessoas com agravamento sazonal, como no inverno, em que alergias e problemas respiratórios intensificam os sintomas.
Pacientes que têm hipertensão de difícil controle, diabetes, insuficiência cardíaca ou risco cardiovascular elevado, associados à apneia do sono.
E se eu não tratar a apneia?
Não usar CPAP (ou não tratar a apneia de forma adequada) não é apenas desconfortável, é perigoso para sua saúde. O sono interrompido gera:
Maior risco de infarto e AVC.
Desenvolvimento ou piora de diabetes, hipertensão e obesidade.
Comprometimento cognitivo, depressão e ansiedade.
Redução da expectativa de vida.
Ou seja: usar o CPAP não é apenas sobre dormir melhor. É sobre viver melhor, mais saudável e por mais tempo.
CPAP Solidário e CPAP pelo SUS
O Projeto CPAP Solidário redistribui CPAPs doados para pessoas sem condições financeiras. Veja como funciona: CPAP Solidário
O CPAP pelo SUS ainda não é disponibilizado universalmente, mas alguns estados e municípios oferecem via ações judiciais ou programas locais.
CPAP precisa de receita?
Legalmente, não é exigido receita para comprar um CPAP. No entanto, é altamente recomendado fazer o acompanhamento com um especialista para definir a pressão correta e garantir a segurança no uso.
Boas Práticas que Melhoram a Apneia do Sono
Manter o peso saudável.
Praticar atividade física regularmente.
Evitar álcool, cigarro e sedativos.
Dormir de lado, evitando dormir de barriga para cima.
Manter uma rotina de sono consistente.
Cuidar da saúde emocional, reduzindo estresse e ansiedade.
Últimos Estudos e Avanços sobre Apneia do Sono
Atualizações científicas:
Pesquisas recentes da Johns Hopkins Medicine e da American Academy of Sleep Medicine mostram que a apneia do sono não tratada está ligada ao risco 47% maior de desenvolver demência em idosos.
Pesquisadores da Universidade de Stanford estão desenvolvendo sensores vestíveis mais precisos para detectar apneia de forma não invasiva.
O que esperar para o futuro?
CPAPs mais inteligentes, que usam IA para ajuste automático de pressão.
Novas terapias medicamentosas que possam atuar nos receptores neurológicos responsáveis pela apneia central.
Sensores sem fio acoplados a travesseiros e colchões para monitoramento contínuo do sono.
Sobre a CPAPS
A CPAPS é a maior referência no Brasil em produtos para tratamento da apneia do sono. Oferecemos:
CPAP, BiPAP, VPAP e acessórios das melhores marcas.
Máscaras CPAP nasais, oronasais e pillow.
Umidificadores, filtros, traqueias e dispositivos auxiliares.
Olá, Nina! Esperamos que você esteja bem. Se você precisa parar de roncar, o primeiro passo é identificar a causa. O ronco pode estar relacionado a apneia do sono, obstrução nasal, sobrepeso, posição ao dormir ou até hábitos como álcool antes de dormir. O ideal é procurar um médico do sono ou otorrinolaringologista e realizar uma polissonografia. Com o diagnóstico certo, o tratamento pode incluir desde mudanças de hábito até o uso de CPAP.
No decorrer dos últimos anos já tive vários engasgos a ponto de pensar que eu fosse morrer e outro dia pela segunda vez eu tive engasgo dormindo acordei apavorado achando que não fosse voltar a respirar muitas vezes eu começo a pular apavorada aí eu consigo botar e duas vezes o meu filho fez o procedimento aí eu consegui voltar mas é por favor é muito grande muito medo de morrer
Olá, Maria Helena! Esperamos que você esteja bem. O que você descreve, engasgos durante o sono, acordar apavorado e sensação de falta de ar, pode estar relacionado a apneia do sono, refluxo ou outros distúrbios respiratórios. Essas crises realmente causam medo, mas precisam ser investigadas com urgência. É muito importante procurar um médico do sono ou pneumologista para avaliar sua respiração durante o sono. Se possível, realizar um exame de polissonografia para identificar a causa dos engasgos. Não espere por novos episódios, esse tipo de sintoma exige acompanhamento médico imediato para garantir sua segurança e orientar o tratamento adequado.
Eu preciso parar de roncar
Olá, Nina! Esperamos que você esteja bem. Se você precisa parar de roncar, o primeiro passo é identificar a causa. O ronco pode estar relacionado a apneia do sono, obstrução nasal, sobrepeso, posição ao dormir ou até hábitos como álcool antes de dormir. O ideal é procurar um médico do sono ou otorrinolaringologista e realizar uma polissonografia. Com o diagnóstico certo, o tratamento pode incluir desde mudanças de hábito até o uso de CPAP.
No decorrer dos últimos anos já tive vários engasgos a ponto de pensar que eu fosse morrer e outro dia pela segunda vez eu tive engasgo dormindo acordei apavorado achando que não fosse voltar a respirar muitas vezes eu começo a pular apavorada aí eu consigo botar e duas vezes o meu filho fez o procedimento aí eu consegui voltar mas é por favor é muito grande muito medo de morrer
Olá, Maria Helena! Esperamos que você esteja bem. O que você descreve, engasgos durante o sono, acordar apavorado e sensação de falta de ar, pode estar relacionado a apneia do sono, refluxo ou outros distúrbios respiratórios. Essas crises realmente causam medo, mas precisam ser investigadas com urgência. É muito importante procurar um médico do sono ou pneumologista para avaliar sua respiração durante o sono. Se possível, realizar um exame de polissonografia para identificar a causa dos engasgos. Não espere por novos episódios, esse tipo de sintoma exige acompanhamento médico imediato para garantir sua segurança e orientar o tratamento adequado.