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    Sono excessivo durante o dia: o que pode ser?

    Descubra o que causa o sono excessivo durante o dia, como tratar e quais hábitos ajudam a recuperar energia e disposição.

    Sentir sono excessivo durante o dia pode parecer algo inofensivo, afinal, quem nunca teve vontade de cochilar depois do almoço, não é? Mas quando essa sonolência se torna constante, intensa e começa a interferir no trabalho, nos estudos ou até nas relações pessoais, ela pode ser sinal de algo mais sério.

    Estudos mostram que o sono excessivo durante o dia é muito mais comum do que se imagina e, em muitos casos, está ligado a distúrbios do sono ou condições médicas subdiagnosticadas. Segundo a Sleep Foundation, cerca de 25% dos adultos nos Estados Unidos relatam sentir sonolência diurna recorrente, mesmo dormindo o suficiente à noite.

    Em outras palavras, se você frequentemente pensa: “Por que durmo e ainda acordo cansado?”, saiba que não está sozinho. Compreender o que está por trás do sono excessivo durante o dia é o primeiro passo para recuperar o equilíbrio, a disposição e a qualidade de vida.

    Em outras palavras, se você frequentemente pensa: “Por que durmo e ainda acordo cansado?”, saiba que não está sozinho.

    Sono excessivo durante o dia: o que pode ser

    O sono excessivo durante o dia — conhecido na medicina como Excessive Daytime Sleepiness (EDS) — é caracterizado pela dificuldade de permanecer desperto, atento e produtivo ao longo do dia, mesmo após uma noite aparentemente completa de sono.
    Segundo a American Academy of Sleep Medicine (AASM), esse sintoma afeta até 20% dos adultos em algum momento da vida, e é um dos principais motivos de procura por clínicas do sono.

    As causas são variadas, mas as mais frequentes envolvem distúrbios respiratórios, neurológicos e hábitos inadequados que prejudicam a qualidade do sono noturno. Veja as principais:

    1. Apneia obstrutiva do sono

    A apneia do sono é uma das causas mais comuns de sonolência diurna. Durante a noite, a passagem do ar é interrompido repetidamente por obstruções nas vias respiratórias, levando a microdespertares constantes — muitas vezes sem que o paciente perceba.
    O resultado é um sono superficial, não restaurador, e a sensação de acordar “sem energia nenhuma”. Além da sonolência, a apneia aumenta o risco de hipertensão, arritmias e diabetes tipo 2, tornando o diagnóstico essencial.

    2. Insônia

    A insônia também pode causar sono excessivo durante o dia, já que o corpo não consegue atingir as fases profundas e reparadoras do sono.
    A Cleveland Clinic destaca que pessoas com insônia têm três vezes mais chance de apresentar fadiga e dificuldade de concentração em comparação às que dormem bem.
    Além do cansaço físico, a insônia impacta diretamente o humor, o foco e a produtividade, afetando até a imunidade e o apetite.

    3. Narcolepsia e hipersonia idiopática

    São distúrbios neurológicos raros, mas importantes de reconhecer. A narcolepsia provoca crises súbitas de sono incontrolável, mesmo quando a pessoa dorme bem à noite. Já a hipersonia idiopática causa sonolência persistente e dificuldade em se manter acordado, sem uma causa aparente.

    De acordo com o National Institutes of Health (NIH), a narcolepsia afeta cerca de 1 em cada 2.000 pessoas em todo o mundo, e costuma surgir na adolescência ou início da vida adulta.Embora incurável, o tratamento com medicamentos específicos e ajustes de rotina pode melhorar significativamente a qualidade de vida.

    4. Má higiene do sono

    Muitas vezes, o problema não é uma doença, mas sim hábitos que sabotam o descanso.
    Dormir e acordar em horários irregulares, usar o celular ou computador na cama, ingerir cafeína ou álcool à noite e dormir em ambientes barulhentos ou muito quentes são fatores que impedem o corpo de alcançar as fases mais profundas do sono.
    A médio prazo, essa rotina leva a fadiga crônica e sonolência diurna constante.

    5. Problemas médicos e uso de medicamentos

    Doenças metabólicas e hormonais também podem causar sono excessivo durante o dia.
    Entre as mais frequentes estão hipotireoidismo, anemia por deficiência de ferro, depressão, fibromialgia e doenças autoimunes.

    Alguns medicamentos, como antialérgicos, antidepressivos, ansiolíticos e anti-hipertensivos, têm efeito sedativo e podem acentuar a sonolência.
    Por isso, é importante discutir sintomas persistentes com o médico, que poderá ajustar doses ou trocar medicações, quando necessário.

    O sono excessivo durante o dia é um sintoma que merece atenção e investigação, não apenas porque afeta o desempenho diário, mas porque pode ser um sinal precoce de doenças do sono ainda não diagnosticadas.
    Detectar e tratar a causa certa é o caminho para recuperar a energia e voltar a viver com disposição.

    Como tratar o sono excessivo durante o dia

    O tratamento do sono excessivo durante o dia depende da causa. Por isso, o primeiro passo é sempre procurar um especialista do sono, geralmente um médico do sono, pneumologista ou neurologista, capaz de investigar distúrbios respiratórios, neurológicos ou hormonais que podem estar interferindo na qualidade do descanso.
    A seguir, veja as principais abordagens conforme os diagnósticos mais comuns.

    1. Quando o problema é apneia do sono

    A apneia obstrutiva do sono é uma das causas mais recorrentes de sonolência diurna, e o tratamento padrão é o uso do CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), aparelho que mantém as vias respiratórias abertas durante o sono.

    Além do CPAP, outras medidas complementares ajudam:

    • Controle do peso corporal, já que a obesidade é um dos principais fatores de risco.
    • Terapia Miofuncional / Fonoterapia que fortalece a musculatura das vias aéreas.
    • Ajustes posturais, como evitar dormir de barriga para cima.
    • Dispositivos intraorais, recomendados por dentistas especializados em sono, que mantêm a via aérea aberta em casos leves.

    2. Quando há insônia ou sono irregular

    Em muitos casos, a sonolência diurna é consequência de noites mal dormidas.
    A principal recomendação é a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) — uma abordagem psicológica baseada em evidências que ajuda o cérebro a restabelecer um padrão de sono saudável.

    De acordo com a National Sleep Foundation, a TCC-I tem eficácia igual ou superior aos medicamentos hipnóticos a longo prazo, sem causar dependência e com resultados duradouros.

    Além disso, ajustes simples na rotina podem transformar a qualidade do sono:

    • Mantenha horários fixos para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana.
    • Evite telas e luzes fortes pelo menos uma hora antes de deitar — a luz azul inibe a produção de melatonina.
    • Crie um ritual relaxante noturno, como ler, tomar banho morno ou praticar respiração profunda.
    • Reduza o consumo de cafeína e álcool no fim do dia.
    • Cuide do ambiente do quarto: temperatura agradável (18–22 °C), pouca luz e ruído mínimo.

    Essas medidas fazem parte da chamada higiene do sono, base de qualquer tratamento para insônia e sonolência diurna.

    3. Quando há causas médicas ou neurológicas

    Algumas condições exigem avaliação e tratamento mais específicos. Nos casos de narcolepsia, hipersonia idiopática ou doenças metabólicas e hormonais, o manejo combina medicamentos, acompanhamento multiprofissional e ajustes de estilo de vida.

    Entre os tratamentos possíveis estão:

    • Estimulantes de vigília, como modafinil e solriamfetol, aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), que ajudam a manter o estado de alerta e reduzir episódios de sonolência súbita.
    • Acompanhamento interdisciplinar, com neurologista, psiquiatra e pneumologista, para avaliar causas e ajustar terapias.
    • Correção de fatores subjacentes, como deficiência de ferro, hipotireoidismo, depressão ou efeitos colaterais de medicamentos sedativos.
    • Terapias comportamentais, que auxiliam na adaptação à rotina de sono e manejo da fadiga.

    Em doenças crônicas, o acompanhamento contínuo é essencial — tanto para ajustar doses quanto para evitar dependência medicamentosa ou agravamento dos sintomas.

    Tratar o sono excessivo durante o dia vai muito além de “dormir mais”. O foco deve estar em melhorar a qualidade e a eficiência do sono, corrigindo as causas reais por trás da fadiga constante.
    Com o acompanhamento médico correto e mudanças de estilo de vida, é possível recuperar o equilíbrio e acordar com energia, algo que muitos esquecem ser o verdadeiro significado de dormir bem.

    O que fazer quando estiver com muito sono de dia

    Enquanto o diagnóstico e o tratamento definitivo não chegam, existem algumas atitudes simples e eficazes que ajudam a reduzir o sono excessivo durante o dia e recuperar a disposição.
    Essas estratégias não substituem o acompanhamento médico, mas são excelentes aliadas para manter o corpo e a mente mais alertas no dia a dia.

    1. Evite refeições muito pesadas no almoço

    Pratos gordurosos e porções grandes demandam mais energia para digestão, o que reduz o fluxo de sangue para o cérebro e provoca sonolência — o famoso “coma alimentar”.
    Prefira refeições leves e balanceadas, com proteínas magras, grãos integrais e vegetais frescos.
    De acordo com a Harvard T.H. Chan School of Public Health, alimentos ricos em fibras e de baixo índice glicêmico ajudam a manter a energia estável por mais tempo (Harvard Health Publishing, 2023).

    2. Movimente-se com frequência

    Permanecer sentado por longos períodos reduz a circulação sanguínea e favorece o cansaço mental. Levantar-se a cada hora, alongar o corpo ou dar breves caminhadas reativa o metabolismo e melhora a oxigenação cerebral.
    Pesquisas publicadas na Frontiers in Psychology mostram que pausas curtas com movimento físico aumentam a concentração e diminuem a sensação de fadiga mental durante o expediente. (Frontiers in Psychology, 2021).

    3. Tire cochilos curtos (e estratégicos)

    Cochilar de 10 a 20 minutos pode restaurar o foco, melhorar o humor e aumentar o desempenho cognitivo sem atrapalhar o sono noturno.
    Segundo a National Sleep Foundation, esses “power naps” reduzem o risco de lapsos de atenção e melhoram a memória de curto prazo, desde que não ultrapassem 30 minutos.
    Evite dormir por mais tempo, pois isso pode gerar inércia do sono, aquela sensação de desorientação e lentidão ao acordar.

    4. Aposte na luz natural

    A luz solar é um dos principais reguladores do relógio biológico (ritmo circadiano).
    Expor-se à luz natural nas primeiras horas da manhã ajuda o cérebro a entender que é hora de estar desperto e, à noite, favorece a liberação de melatonina, o hormônio do sono.
    De acordo com a National Institutes of Health (NIH), apenas 20 a 30 minutos de exposição à luz natural matinal já melhoram significativamente o estado de alerta durante o dia.

    5. Hidrate-se bem

    A desidratação é uma das causas mais subestimadas de fadiga e falta de concentração.
    Mesmo uma perda leve de líquidos (cerca de 1% do peso corporal) já pode causar cansaço e sonolência.
    Segundo a Mayo Clinic, a recomendação média é de 2 a 2,5 litros de água por dia para adultos, ajustando conforme o clima e o nível de atividade física.

    Bônus: Respire e oxigene o cérebro

    Momentos de respiração consciente — inspirar profundamente pelo nariz e expirar devagar pela boca — ajudam a oxigenar o sangue e ativar o sistema nervoso central, reduzindo a sonolência.
    Práticas rápidas como essa, repetidas por 1 a 2 minutos, estimulam o estado de vigília e podem ser feitas no trabalho, no carro ou durante estudos.

    Mesmo que o sono excessivo durante o dia tenha causas médicas, essas ações simples fazem diferença imediata no bem-estar.
    Elas ajudam a manter o corpo ativo, o cérebro desperto e o ciclo circadiano mais equilibrado — até que o tratamento definitivo, guiado por um profissional do sono, entre em ação.

    Bons hábitos para dormir melhor à noite

    1. Mantenha horários regulares de sono.
    2. Evite cafeína, álcool e nicotina no fim do dia.
    3. Pratique exercícios leves regularmente.
    4. Deixe o quarto escuro, fresco e silencioso.
    5. Faça do sono uma prioridade — dormir bem não é luxo, é necessidade fisiológica.

    Um estudo da Harvard Medical School mostra que dormir menos de 6 horas por noite aumenta em 20% o risco de erros cognitivos e em 3 vezes o risco de esgotamento mental.
    Ou seja: quem dorme bem, vive e produz melhor.

    Como a CPAPS pode te ajudar com eficácia

    A CPAPS, referência nacional em saúde do sono e qualidade respiratória, entende profundamente os desafios enfrentados por quem convive com a apneia do sono.

    ✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para distúrbios do sono.
    ✔️ Nossa equipe é composta por profissionais capacitados, especializados em orientar cada paciente na escolha da solução mais adequada para seu quadro de apneia.
    ✔️ Atuamos de forma integrada, não apenas fornecendo produtos, mas também educando, acolhendo e oferecendo suporte técnico contínuo, tanto para pacientes quanto para famílias.
    ✔️ Além disso, através do nosso Projeto CPAP Solidário, promovemos o acesso democrático a equipamentos de saúde respiratória, sempre alinhados às melhores práticas clínicas e científicas.

    Fale com a CPAPS:
    📞 0800 601 9922
    💬 WhatsApp: Clique aqui para acessar
    🌐 Acesse o Portal Mundo do Sono para se aprofundar em conteúdos, conhecer histórias reais e encontrar ajuda confiável para sua jornada com a apneia do sono.

    Fontes

    • “Prevalence, dimensions, and correlates of excessive daytime sleepiness” – NCBI PMC. PMC
    • “Epidemiology of daytime sleepiness: definitions, symptomatology …” – PubMed. PubMed
    • “Excessive Sleepiness and Associated Symptoms in the US adult Population” – NCBI PMC. PMC
    • “More Adults Report Excessive Sleepiness in the U.S. than in Europe” – AASM. aasm.org
    • “Narcolepsy Fast Facts” – Narcolepsy Network. narcolepsynetwork.org
    • “Narcolepsy: a review” – NCBI PMC. PMC
    • “Prevalence and incidence of narcolepsy symptoms in the US …” – PubMed. PubMed
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