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    Seu pai ronca? Entenda como ajudá-lo

    Com o Dia dos Pais chegando, o Blog CPAPS preparou algumas dicas para ajudar seu pai a parar de roncar, como exercícios físicos e o uso de CPAP. Confira!

    Seu pai ronca?”, essa pergunta, comum em muitas casas, pode parecer apenas uma curiosidade ou até render piadas em família. Mas é importante saber que o ronco frequente e alto não é algo inofensivo. Em muitos casos, ele pode ser um sinal de alerta para um distúrbio respiratório grave: a apneia obstrutiva do sono (AOS).

    Esse distúrbio atinge cerca de 1 milhão de pessoas no mundo, segundo um estudo publicado na The Lancet Respiratory Medicine. E o mais preocupante: até 80% dos casos não são diagnosticados, um dado alarmante divulgado pela American Academy of Sleep Medicine.

    Se o seu pai ronca quase todas as noites, parece sempre cansado ou acorda com sensação de sufocamento, talvez seja hora de olhar para isso com mais atenção. 

    Neste artigo, você vai entender o que causa o ronco, quando ele pode indicar um problema de saúde e quais são os caminhos possíveis para ajudar quem você ama a dormir melhor e viver com mais qualidade.

    O que causa o ronco? E qual a relação com a apneia do sono?

    O ronco acontece quando o ar encontra dificuldade para passar pelas vias respiratórias durante o sono. Esse bloqueio parcial faz os tecidos da garganta vibrarem, e é essa vibração que produz aquele som conhecido (e muitas vezes temido) durante a noite.

    Mas o ronco não surge por acaso. Ele costuma estar ligado a fatores que aumentam a obstrução da passagem do ar. Entre os mais comuns, estão:

    • Excesso de peso, que comprime as vias aéreas;
    • Consumo de álcool, que relaxa a musculatura da garganta;
    • Uso de sedativos ou calmantes, com efeito semelhante;
    • Dormir de barriga para cima, o que facilita o colapso das vias;
    • Alterações anatômicas, como amígdalas aumentadas, desvio de septo ou mandíbula retraída.

    Embora possa parecer inofensivo, o ronco precisa ser observado com atenção, principalmente se vier acompanhado de:

    • Pausas na respiração;
    • Engasgos durante a noite;
    • Sonolência excessiva durante o dia.

    Esses sinais podem indicar a presença da apneia obstrutiva do sono (AOS), um distúrbio respiratório crônico que compromete seriamente a qualidade do sono e a saúde como um todo.

    E esse problema é mais comum do que parece. De acordo com a American Sleep Apnea Association, cerca de 1 em cada 5 adultos sofre com apneia leve, enquanto 1 em cada 15 apresenta o quadro em grau moderado a grave, muitas vezes sem diagnóstico ou tratamento adequado. 

    Ou seja: aquele ronco que parecia só um incômodo pode ser, na verdade, o primeiro sinal de que algo mais sério está acontecendo. Um sinal do corpo pedindo ajuda.

    O que é a apneia do sono?

    A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio respiratório que acontece quando as vias aéreas se fecham total ou parcialmente repetidamente enquanto a pessoa dorme. Esses colapsos impedem a passagem do ar, fazendo com que a respiração pare por alguns segundos, ou até mais de um minuto.

    Cada vez que isso acontece, o cérebro precisa reagir para retomar a respiração. O corpo então “desperta” brevemente, em um mecanismo de defesa. Muitas vezes, a pessoa nem percebe esses microdespertares, mas eles fragmentam o sono e impedem que o descanso seja profundo e reparador.

    Essas paradas respiratórias também reduzem o nível de oxigênio no sangue, o que pode desencadear uma série de problemas ao longo do tempo. De acordo com a American Heart Association, a apneia do sono está associada a um risco maior de desenvolver:

    Esse ciclo, obstrução, queda de oxigênio, microdespertar, pode se repetir dezenas ou até centenas de vezes por noite. E quanto mais frequente, maior o impacto na saúde. Por isso, o ronco associado a cansaço diurno e lapsos de memória deve sempre levantar a suspeita de apneia do sono.

    Quais são os sintomas da apneia do sono?

    Muitos homens convivem com sintomas claros da apneia do sono, mas não percebem que algo está errado. Às vezes, esses sinais passam batido porque são associados ao cansaço do dia a dia, ao estresse ou à idade. Mas ignorá-los pode ser perigoso.

    Os sintomas mais comuns incluem:

    • Ronco alto e frequente, que costuma incomodar quem dorme por perto
    • Pausas na respiração durante o sono, percebidas por outra pessoa, muitas vezes o parceiro ou um familiar
    • Despertares com sensação de sufocamento ou falta de ar
    • Boca seca ao acordar, por respirar mais pela boca durante a noite
    • Sonolência excessiva durante o dia, mesmo após uma “noite inteira” de sono
    • Dificuldade de concentração, esquecimentos e lapsos de atenção
    • Irritabilidade e mudanças de humor, por conta do sono mal dormido
    • Dor de cabeça ao despertar, resultado da oxigenação irregular

    Esses sintomas não devem ser ignorados. De acordo com a Sleep Foundation, pessoas com apneia do sono têm três vezes mais chances de sofrer acidentes de trânsito por conta da sonolência diurna.

    Se o seu pai ronca e apresenta alguns desses sinais, vale a pena conversar com ele e sugerir uma consulta médica. O próximo passo pode ser a realização da polissonografia, um exame essencial para diagnosticar distúrbios do sono.

    O que é a polissonografia?

    A polissonografia é um exame fundamental para entender o que acontece com o corpo enquanto dormimos. Ela é considerada o padrão-ouro no diagnóstico de distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva do sono.

    Durante uma noite inteira, o paciente é monitorado enquanto dorme. Mas não se preocupe: o exame é indolor e costuma ser realizado em clínicas especializadas ou, em alguns casos, no conforto da própria casa com equipamentos portáteis.

    A polissonografia avalia diversos parâmetros, como:

    • Frequência cardíaca
    • Respiração e pausas respiratórias
    • Níveis de oxigênio no sangue
    • Movimentos do corpo e das pernas
    • Roncos
    • Estágios do sono (sono leve, profundo, REM)

    Com essas informações, o exame calcula um índice chamado IAH (Índice de Apneia-Hipopneia), que mede quantas vezes por hora a respiração é interrompida parcial ou totalmente.

    Os resultados são classificados assim:

    • Apneia leve: de 5 a 15 eventos por hora
    • Apneia moderada: de 15 a 30 eventos por hora
    • Apneia grave: mais de 30 eventos por hora

    Esses dados ajudam o médico a definir o grau da apneia e indicar o melhor tratamento. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de prevenir complicações sérias de saúde como hipertensão, infarto e AVC.

    Fatores de risco

    Após realizar o exame de polissonografia, muitas famílias descobrem que a apneia do sono já estava presente há anos, apenas silenciosa. E essa condição não surge do nada: ela está ligada a uma série de fatores de risco, principalmente entre os homens a partir da meia-idade.

    Estudos mostram que homens têm duas a três vezes mais chances de desenvolver apneia do sono do que mulheres, segundo a Sleep Foundation. E o risco aumenta significativamente após os 40 anos, especialmente quando outros fatores estão presentes.

    Entre os principais fatores de risco, estão:

    • Obesidade: o excesso de peso é um dos fatores mais associados à apneia. A gordura acumulada na região do pescoço pode estreitar as vias respiratórias e favorecer os colapsos noturnos. Segundo a American Thoracic Society, até 70% das pessoas com apneia também têm sobrepeso ou obesidade.
    • Pescoço largo: uma circunferência cervical superior a 43 cm em homens ou 38 cm em mulheres pode indicar maior risco de obstrução das vias aéreas durante o sono.
    • Hipotireoidismo: esse distúrbio hormonal pode provocar o acúmulo de líquidos nos tecidos da garganta e enfraquecer os músculos responsáveis pela respiração.
    • Tabagismo: fumar inflama e resseca as vias respiratórias, tornando-as mais suscetíveis ao colapso. Estudos indicam que fumantes têm até três vezes mais risco de desenvolver apneia.
    • Histórico familiar: se o seu pai ou avô já tem diagnóstico de apneia do sono, fique atento. A predisposição genética pode aumentar a chance de outros membros da família também desenvolverem o distúrbio.
    • Uso excessivo de álcool ou sedativos: essas substâncias relaxam exageradamente a musculatura da garganta, favorecendo o fechamento das vias aéreas durante o sono.

    Por tudo isso, pais e avôs acima dos 50 anos compõem uma parcela significativa da população com risco elevado. Se o seu pai se encaixa nesse perfil, e principalmente se ele ronca com frequência, pode ser a hora de investigar com um profissional de saúde.

    Quais são os tratamentos? O papel do CPAP

    Depois de um diagnóstico de apneia do sono, muitas famílias se perguntam: “E agora, qual é o próximo passo?”. A boa notícia é que existem tratamentos eficazes, e o ideal vai depender do grau da apneia, do perfil do paciente e das causas envolvidas.

    Nos casos leves, mudanças no estilo de vida já fazem grande diferença. Perder peso, parar de fumar, evitar álcool à noite e ajustar a posição para dormir (evitando dormir de barriga para cima) podem reduzir bastante os episódios de apneia.

    Já em casos moderados ou graves, o tratamento costuma ser mais estruturado. As opções incluem:

    • Dispositivos orais: são placas feitas sob medida por dentistas especializados. Elas reposicionam a mandíbula ou a língua para manter a via aérea aberta. São mais indicadas para casos leves ou moderados.
    • Cirurgias: indicadas apenas quando há alterações anatômicas claras, como amígdalas muito grandes, desvio de septo ou excesso de tecido mole. Nem sempre são a primeira escolha, pois o sucesso depende muito de cada caso.
    • CPAP (Continuous Positive Airway Pressure): é o tratamento mais recomendado para apneia moderada a grave. Considerado o padrão-ouro pela comunidade médica, ele tem eficácia comprovada há décadas.

    O CPAP funciona de forma simples e inteligente: ele envia um fluxo de ar contínuo por meio de uma máscara nasal ou facial, impedindo que as vias aéreas se fechem durante o sono. Com isso, a respiração se mantém regular, o sono fica mais profundo e os sintomas da apneia (como roncos, despertares e fadiga) são reduzidos drasticamente.

    Apesar disso, estima-se que até 50% dos usuários abandonam o CPAP nos primeiros meses, segundo a American Sleep Apnea Association. Por isso, escolher o aparelho certo e contar com um suporte especializado faz toda a diferença para garantir conforto e continuidade no tratamento.

    Se o seu pai recebeu o diagnóstico de apneia, conversar com um especialista sobre o uso do CPAP pode ser um dos passos mais importantes para preservar a saúde dele nos próximos anos.

    O que é CPAP e para que serve?

    seu pai ronca?

    O CPAP (sigla para Continuous Positive Airway Pressure, ou pressão positiva contínua nas vias aéreas) é um dos maiores aliados no tratamento da apneia do sono. Seu funcionamento é simples, mas extremamente eficaz: o aparelho envia um fluxo contínuo de ar através de uma máscara, mantendo as vias aéreas abertas durante toda a noite.

    Esse fluxo de ar atua como um “suporte invisível” que evita que a garganta colapse,  exatamente o que causa os episódios de apneia. Com as vias livres, a respiração se mantém constante, o sono é mais profundo e restaurador, e os riscos à saúde diminuem drasticamente.

    Para muitos pacientes, especialmente os que têm apneia moderada a grave, o CPAP muda a vida. E não é exagero: dormir bem volta a ser uma realidade e, com o tempo, os sintomas mais comuns, como roncos altos, cansaço extremo e dificuldade de concentração, começam a desaparecer.

    Além disso, estudos apontam benefícios como:

    • Menor risco de AVC e infarto
    • Redução da sonolência diurna
    • Melhora do humor e da memória
    • Aumento da disposição física
    • Mais qualidade de vida

    Ou seja, para muitos pais, o CPAP pode ser o divisor de águas entre noites mal dormidas e uma nova rotina cheia de energia, saúde e bem-estar.

    Como a CPAPS pode te ajudar com eficácia

    A CPAPS, referência nacional em saúde do sono e qualidade respiratória, entende profundamente os desafios enfrentados por quem convive com alergias no inverno.

    ✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para controle ambiental, como purificadores de ar, umidificadores, travesseiros e capas antialérgicas, todos validados por padrões internacionais de qualidade.
    ✔️ Nossa equipe é composta por profissionais capacitados, especializados em orientar cada paciente na escolha da solução mais adequada para seu quadro de apneia.
    ✔️ Atuamos de forma integrada, não apenas fornecendo produtos, mas também educando, acolhendo e oferecendo suporte técnico contínuo, tanto para pacientes quanto para famílias.
    ✔️ Além disso, através do nosso Projeto CPAP Solidário, promovemos o acesso democrático a equipamentos de saúde respiratória, sempre alinhados às melhores práticas clínicas e científicas.

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    Fontes

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