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    Por que sentimos mais sono no inverno? Entenda as causas e saiba como driblar esse efeito

    Você já se perguntou por que sentimos mais sono no inverno? Descubra os fatores biológicos e ambientais por trás disso e aprenda estratégias para manter a disposição.

    Por que sentimos mais sono no inverno? Essa é uma dúvida comum para quem percebe que, quando o frio chega, sair da cama fica mais difícil, o corpo pede mais descanso e a sonolência parece acompanhar o dia todo.

    E não é só impressão. O inverno realmente influencia o funcionamento do nosso organismo. Estudos publicados no Journal of Sleep Research mostram que a menor exposição à luz solar altera a produção de melatonina, o hormônio que regula o sono. Esse efeito mexe diretamente no relógio biológico, fazendo com que o corpo “entenda” que deve descansar mais.

    No Brasil, mesmo com diferentes climas regionais, o inverno tem em comum dias mais curtos e noites mais longas, o que significa menos luminosidade natural. De acordo com a Sociedade Brasileira de Sono, essa mudança é suficiente para aumentar a sonolência e até impactar o humor e a disposição.

    Mas surge a pergunta: dormir mais no inverno é algo saudável ou pode ser um sinal de desequilíbrio? E como podemos conciliar essa necessidade maior de descanso com as exigências da rotina? Essas são as respostas que vamos explorar ao longo deste artigo.

    Por que sentimos mais sono no inverno?

    Existem várias razões que explicam por que sentimos mais sono no inverno. Elas envolvem desde mudanças biológicas no nosso corpo até fatores ambientais típicos da estação.

    1. Menor exposição à luz solar

    A luz natural é como um “relógio” para o organismo. Ela regula o ciclo circadiano, que controla o sono e a vigília. No inverno, como os dias são mais curtos, ficamos menos tempo expostos ao sol. Isso afeta a produção de melatonina, hormônio que induz o sono.


    Um estudo publicado no Journal of Sleep Research mostrou que pessoas que vivem em regiões de inverno rigoroso apresentam níveis mais altos de melatonina durante o dia, o que explica a sonolência aumentada.

    2. Produção aumentada de melatonina

    A escuridão é um sinal para o corpo produzir mais melatonina. No inverno, com menos horas de luz natural, essa produção se prolonga. Resultado: sentimos sono por mais tempo e temos mais dificuldade para acordar cedo.

    3. Temperaturas mais baixas

    O frio também influencia. Em temperaturas mais baixas, o corpo diminui o gasto energético para conservar calor. Essa adaptação metabólica pode gerar uma sensação maior de cansaço.
    Além disso, o aconchego da cama aquecida se torna um convite para prolongar o descanso. Segundo a Sociedade Brasileira de Sono, cerca de 25% das pessoas relatam mais dificuldade para acordar no inverno em comparação ao verão.

    4. Alterações no humor e na vitamina D

    O inverno reduz a exposição ao sol e, com isso, os níveis de vitamina D no organismo. Esse nutriente está ligado à imunidade, ao humor e também à regulação do sono. Baixos níveis podem contribuir para sonolência, fadiga e até quadros leves de transtorno afetivo sazonal (TAS), um tipo de depressão associada às estações do ano.

    5. Mais tempo em ambientes fechados

    No frio, passamos mais tempo dentro de casa ou em locais fechados. Essa redução na movimentação, somada à falta de ventilação natural, aumenta a sensação de letargia. A ausência de atividades físicas e de ar fresco também contribui para a fadiga.

    Ou seja, o excesso de sono no inverno não é preguiça: é uma resposta natural do corpo às condições climáticas e ambientais. Mas, mesmo sendo esperado, é possível adotar hábitos que ajudam a equilibrar a disposição durante a estação.

    O que fazer para driblar o excesso de sono no inverno

    Entender por que sentimos mais sono no inverno é apenas o primeiro passo. O mais importante é saber como reduzir esse efeito e manter a disposição no dia a dia. Com algumas mudanças simples na rotina, é possível equilibrar o relógio biológico e atravessar a estação com mais energia.

    1. Aproveite ao máximo a luz natural

    A luz solar é um “remédio natural” para regular o ciclo do sono. Sempre que possível, abra as janelas e deixe o sol entrar. Se puder, passe alguns minutos ao ar livre, especialmente pela manhã.
    Pesquisas mostram que a exposição à luz natural logo nas primeiras horas do dia ajuda a reduzir a sonolência e melhora a concentração ao longo do dia.

    2. Cuide dos níveis de vitamina D

    A deficiência de vitamina D é comum no inverno e está associada à fadiga e à baixa imunidade. Um estudo da Universidade de Boston indicou que pessoas com baixos níveis dessa vitamina apresentam até 33% mais queixas de cansaço.
    Converse com seu médico sobre a possibilidade de suplementação e tente se expor ao sol de forma segura, mesmo em dias frios.

    3. Pratique atividade física regularmente

    O exercício físico é um dos melhores aliados contra a sonolência. Além de estimular a circulação, aumenta a produção de endorfina, que melhora o humor.
    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 150 minutos de atividade física moderada por semana já são suficientes para melhorar a disposição e reduzir sintomas de fadiga. Até caminhadas leves já fazem diferença.

    4. Mantenha uma rotina de sono consistente

    Tentar recuperar o sono perdido dormindo mais nos fins de semana pode atrapalhar ainda mais o relógio biológico. O ideal é deitar e acordar sempre nos mesmos horários.
    Estudos da National Sleep Foundation mostram que manter essa consistência melhora a qualidade do sono em até 40% e reduz a sonolência diurna.

    5. Evite excessos na alimentação

    No frio, é comum buscar comidas mais calóricas e pesadas, mas isso pode atrapalhar a digestão e a qualidade do sono noturno. Prefira refeições leves no jantar e beba bastante água ao longo do dia para manter o corpo hidratado.

    6. Fique atento ao humor

    Se a sonolência vier acompanhada de tristeza, apatia ou falta de interesse em atividades, pode ser um sinal do transtorno afetivo sazonal (TAS), que afeta cerca de 10% da população em países de inverno intenso, segundo a Harvard Medical School.
    Nesses casos, é fundamental procurar ajuda médica para avaliar a necessidade de tratamento.

    Com essas medidas, é possível atravessar o inverno com mais energia, respeitando as necessidades do corpo sem deixar que o excesso de sono atrapalhe a rotina.

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    Fontes

    Estudo sobre alterações na melatonina entre verão e inverno
    Descreve como os ritmos de melatonina variam sazonalmente, especialmente em regiões de inverno rigoroso.
    Summer–winter difference in 24‑h melatonin rhythms

    Efeito da suplementação de vitamina D sobre fadiga
    Ensaio clínico randomizado que mostra melhora significativa da fadiga após suplementação de vitamina D em pessoas com deficiência.
    Effect of Vitamin D3 on self‑perceived fatigue

    Vitamin D, fadiga e funções fisiológicas
    Estudo que relaciona a vitamina D com fadiga, estresse oxidativo e neurotransmissores.
    Association between vitamin D supplementation and fatigue

    Variação sazonal de exposição à luz e níveis de melatonina/cortisol
    Pesquisa que mostra diferenças significativas na exposição à luz e na melatonina ao longo do ano em latitudes com grandes variações sazonais.
    Annual variation in daily light exposure and circadian change

    Dados clínicos sobre sono estacional em ambiente psiquiátrico
    Estudo polissonográfico que documenta variações sazonais no sono humano.
    Seasonality of human sleep: Polysomnographic data

    Sintomas comuns da deficiência de vitamina D
    Artigo popular que destaca sintomas como fadiga e mau humor associados à vitamina D baixa.
    9 most common signs of Vitamin D deficiency

    Importância da vitamina D e como obtê-la
    Informação acessível sobre os benefícios da vitamina D e formas seguras de adquiri-la no inverno.
    Why Your Body Needs Vitamin D and The Best Ways to Get It

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