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Ventilação não invasiva (VNI) é o suporte à respiração feito com pressão positiva por uma máscara, sem tubo na traqueia nem traqueostomia.
Na VNI, um aparelho empurra ar com pressão pela máscara para ajudar os pulmões a ventilar. A diferença para a ventilação invasiva está na interface, porque na invasiva o ar entra por um tubo colocado na traqueia pela boca (intubação) ou por uma traqueostomia. A VNI dispensa sedação, deixa o paciente falar e comer nos intervalos e reduz o risco de pneumonia ligada ao tubo.
Os dois formatos principais são o CPAP, com pressão contínua, e o binível, com pressão maior na inspiração e menor na expiração. O binível ajuda a ventilar e a eliminar o gás carbônico.
No hospital, a VNI é indicada em crises de DPOC com acúmulo de gás carbônico e no edema agudo de pulmão de origem cardíaca, entre outras situações de insuficiência respiratória. Em casa, é usada à noite por pessoas com hipoventilação crônica, como na síndrome da obesidade-hipoventilação, em doenças neuromusculares e em parte dos pacientes com DPOC. O CPAP para apneia do sono também é pressão positiva não invasiva.
A máscara precisa vedar sem machucar a pele do nariz. Na seção de máscaras de VNI da loja CPAPS estão as máscaras usadas nesse tratamento. O post sobre como funciona a ventilação mecânica não invasiva explica o uso no hospital e em casa.
Fonte: Rochwerg B e colaboradores, diretriz ERS/ATS de ventilação não invasiva na insuficiência respiratória aguda, European Respiratory Journal, 2017.