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Traqueostomia é a abertura feita na frente do pescoço até a traqueia, onde se coloca uma cânula para o ar chegar direto aos pulmões, sem passar pelo nariz, pela boca e pela garganta.
O procedimento é feito por cirurgia aberta ou por técnica percutânea à beira do leito, em geral na UTI. A cânula fica presa ao pescoço por um cadarço e pode ter balonete (cuff), que veda a traqueia quando o paciente está ligado a um ventilador. Traqueotomia é o ato de abrir a traqueia, e traqueostomia é a abertura mantida com a cânula.
As indicações mais comuns são ventilação mecânica prolongada, obstrução das vias aéreas superiores por tumor, trauma ou edema, dificuldade de eliminar secreções e proteção da via aérea em doenças neurológicas e neuromusculares. Na apneia obstrutiva do sono grave, é um recurso de exceção, reservado a quem não responde aos outros tratamentos, porque contorna o ponto de obstrução na faringe.
O paciente traqueostomizado pode usar ventilação mecânica domiciliar, com modos como o modo CV ou o SIMV, conforme a prescrição. A rotina inclui limpeza da cânula, aspiração de secreções e umidificação do ar, porque a traqueostomia elimina o aquecimento e a umidificação que o nariz faz. Febre, sangramento, secreção com mau cheiro ou dificuldade para respirar pela cânula pedem avaliação médica imediata.
O portal detalha o procedimento, os cuidados e os modos ventilatórios em traqueostomia: o que é, para que serve e modos ventilatórios.
Fonte: Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Recomendações Brasileiras de Ventilação Mecânica, 2013.