Síndrome da hipoventilação da obesidade

Síndrome da hipoventilação da obesidade é a combinação de obesidade (IMC de 30 ou mais) com gás carbônico alto no sangue durante a vigília, sem outra doença que explique a retenção.

Na síndrome da hipoventilação da obesidade (SHO), o peso sobre o tórax e o abdome reduz o volume dos pulmões e aumenta o trabalho para respirar. O centro respiratório também responde menos ao gás carbônico. O resultado é uma ventilação insuficiente, que piora durante o sono e acaba deixando o CO2 elevado mesmo acordado.

O critério diagnóstico é a PaCO2 de 45 mmHg ou mais na gasometria arterial em vigília, em pessoa com índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais, depois de descartadas doença pulmonar, neuromuscular ou de parede torácica. Cerca de 90% dos pacientes têm também apneia obstrutiva do sono.

Sintomas e riscos

Sonolência diurna, dor de cabeça ao acordar, falta de ar e inchaço nas pernas são comuns. A hipoxemia crônica sobrecarrega o coração e pode levar a hipertensão pulmonar. Sem tratamento, a SHO aumenta o risco de internação por insuficiência respiratória.

Tratamento

O tratamento usa pressão positiva durante o sono: CPAP quando há apneia obstrutiva grave associada, ou ventilação não invasiva com binível quando a hipoventilação predomina. Perda de peso sustentada faz parte do plano. A escolha do aparelho depende de polissonografia e gasometria, avaliadas por pneumologista ou médico do sono.

Fonte: American Thoracic Society, diretriz clínica sobre avaliação e tratamento da síndrome da hipoventilação da obesidade (Mokhlesi B. e colaboradores, American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, 2019).