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Hipoxemia é a queda do nível de oxigênio no sangue arterial, medida pela pressão parcial de oxigênio na gasometria ou estimada pela saturação no oxímetro.
O oxigênio entra pelos pulmões, passa para o sangue e chega aos tecidos ligado à hemoglobina. Na hipoxemia, essa etapa falha e o sangue arterial carrega menos oxigênio que o normal. O termo difere de hipóxia, que é a falta de oxigênio nos tecidos, embora as duas costumem andar juntas. O post sobre falta de oxigênio no corpo detalha causas e consequências.
As causas se agrupam em cinco mecanismos: ar com pouco oxigênio, como em grandes altitudes; hipoventilação; desequilíbrio entre ventilação e circulação nos pulmões, comum na DPOC e na pneumonia; dificuldade de passagem do gás pela membrana dos alvéolos; e desvio de sangue que não passa pelos alvéolos. Durante o sono, apneias e hipopneias provocam quedas repetidas de oxigênio, chamadas dessaturações.
Falta de ar, respiração acelerada, confusão e lábios ou pontas dos dedos arroxeados são sinais de alerta. Em adultos saudáveis, a saturação de oxigênio em repouso costuma ficar entre 95% e 100%, e valores repetidamente abaixo disso no oxímetro pedem conversa com o médico, principalmente quando vêm com sintomas. Em quem tem doença pulmonar crônica, o médico define a faixa esperada para cada caso.
O tratamento depende da causa. O oxigênio suplementar corrige a falta de oxigênio em muitos casos, como na DPOC avançada. Quando a origem é hipoventilação, como na síndrome da obesidade-hipoventilação ou em doenças neuromusculares, o médico pode indicar ventilação não invasiva com aparelho binível. Na apneia obstrutiva do sono, o CPAP mantém a via aérea aberta e evita as quedas noturnas de oxigênio.
Fonte: John B. West, Fisiologia Respiratória: Princípios Básicos.