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Apneia mista é o evento respiratório que começa como apneia central, sem esforço para respirar, e termina como apneia obstrutiva, com o esforço retomado contra a garganta fechada.
Na polissonografia, a apneia mista é uma pausa do fluxo de ar de 10 segundos ou mais com duas fases no mesmo evento. Na primeira, tórax e abdome ficam parados, sinal de que o cérebro não enviou o comando para respirar. Na segunda, o esforço volta, porém o ar não passa porque a via aérea está colapsada.
O evento combina o mecanismo da apneia central do sono com o da apneia obstrutiva do sono. Na leitura do exame, as apneias mistas costumam ser somadas às obstrutivas, porque o fim do evento depende do fechamento da garganta. Quando o laudo fala em apneia do sono mista, em geral descreve uma noite com eventos dos dois tipos.
A apneia mista tem nome parecido com a apneia complexa, que é outra situação: na complexa, também chamada de apneia central emergente do tratamento, eventos centrais surgem depois do início do CPAP, quando as obstruções já foram corrigidas. O post sobre a diferença entre apneia obstrutiva, central e mista compara os três tipos.
O diagnóstico depende da polissonografia, que separa cada evento pelo registro do fluxo de ar e das cintas de esforço respiratório. O médico do sono define o tratamento conforme a proporção de cada tipo de evento: o CPAP resolve boa parte dos casos com predomínio obstrutivo, e o binível ou a servoventilação entram quando o componente central persiste. Ronco com pausas notadas por quem dorme ao lado e sonolência durante o dia são motivos para procurar avaliação.
Fonte: American Academy of Sleep Medicine (AASM), Manual for the Scoring of Sleep and Associated Events, regras de pontuação de eventos respiratórios.