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    Você toma sol no frio? Veja por que a exposição solar no inverno faz toda a diferença

    Descubra por que a exposição solar no inverno é essencial para sua saúde. Saiba como ela fortalece a imunidade, regula o sono e melhora o bem-estar.

    Quando o frio chega, a vontade de ficar em casa debaixo das cobertas cresce e a exposição ao sol acaba ficando em segundo plano. Muita gente ainda associa os benefícios da luz solar apenas ao verão, mas a verdade é que ela é essencial o ano todo, especialmente no inverno, quando o corpo sente ainda mais os efeitos da sua ausência.

    A luz solar desempenha um papel fundamental na regulação do nosso organismo: ajuda na produção de vitamina D, regula o ciclo do sono, influencia o humor e reforça a imunidade.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo têm deficiência de vitamina D, sendo que essa carência é significativamente mais comum em regiões e épocas do ano com menos luz solar.

    E o problema não está longe da nossa realidade: um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que até 80% dos brasileiros apresentam níveis insuficientes de vitamina D durante o inverno

    Isso acontece porque, com o clima frio, tendemos a nos abrigar mais em ambientes fechados, usamos roupas que cobrem grande parte do corpo e nos expomos menos ao sol. A consequência? Um organismo mais vulnerável a uma série de condições de saúde.

    Essa deficiência impacta diretamente áreas sensíveis como:

    • Ossos e músculos: a vitamina D ajuda na absorção de cálcio e na força muscular
    • Sistema imunológico: deficiências aumentam o risco de infecções respiratórias
    • Saúde mental: a baixa exposição solar está ligada a quadros de depressão sazonal
    • Qualidade do sono: a luz solar regula nosso relógio biológico
    • Respiração: a vitamina D também influencia a função pulmonar e pode agravar quadros como asma e apneia do sono

    Por isso, mesmo nos dias mais frios e nublados, a exposição solar no inverno deve ser encarada como parte da rotina de cuidados com a saúde,  não como um luxo da estação mais quente.

    O que muda no corpo e na rotina com a chegada do inverno?

    Com a chegada do frio, nossos hábitos mudam, e o corpo sente. Os dias ficam mais curtos, as temperaturas caem e, aos poucos, adotamos uma rotina mais caseira, com menos movimento e menos luz natural. O sofá parece mais atraente que a academia, e pratos calóricos e reconfortantes ganham espaço no cardápio.

    Esse comportamento, embora comum, traz consequências reais para a saúde. Um dos impactos mais relevantes é a redução na exposição solar, essencial para a produção de vitamina D, hormônio responsável por regular mais de 2 mil genes no corpo, segundo estudos da Boston University. 

    No inverno, é comum passarmos a maior parte do tempo em ambientes fechados, usando roupas que cobrem quase toda a pele e, muitas vezes, saindo apenas em horários em que o sol já se foi.

    A radiação UVB, responsável por ativar a síntese de vitamina D na pele, é mais fraca no inverno. Isso torna a exposição ainda mais desafiadora. De acordo com o Dr. Michael Holick, um dos maiores especialistas mundiais no tema, cerca de 15 a 30 minutos de exposição solar direta em partes descobertas do corpo, três vezes por semana, seriam suficientes para manter bons níveis de vitamina D. 

    Mas na prática, esse tempo raramente é alcançado durante os meses frios, seja pela rotina acelerada, pelo uso excessivo de roupas ou pelo simples hábito de evitar o frio.

    A consequência é uma queda significativa nos níveis de vitamina D, o que afeta não só ossos e imunidade, mas também o humor, o apetite, o metabolismo e até a qualidade do sono, como veremos nas próximas seções. 

    Essa mudança de hábitos no inverno, se não for equilibrada com exposição solar consciente e cuidados com a alimentação, pode criar um terreno fértil para o surgimento de deficiências e doenças silenciosas.

    O inverno e o aumento de doenças: o que a ciência já sabe

    O inverno não traz só frio e cobertores. Ele também carrega um cenário propício para o surgimento de várias doenças, e isso não é coincidência. 

    A combinação entre temperaturas baixas, ar seco, pouca ventilação, aglomerações em locais fechados e redução da exposição solar altera diretamente o funcionamento do nosso corpo e do nosso sistema imunológico.

    Segundo o Ministério da Saúde, as infecções respiratórias aumentam até 40% nos meses frios. Gripes, resfriados, bronquites e até pneumonias se tornam mais frequentes, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. O ar seco e a menor umidade prejudicam as vias respiratórias, facilitando a entrada de vírus e bactérias.

    Outra queixa comum são as crises alérgicas. Casas e escritórios mantidos fechados por mais tempo favorecem o acúmulo de poeira, ácaros e mofo. Isso agrava quadros de rinite, sinusite e asma, principalmente em quem já tem predisposição. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% dos brasileiros sofrem de rinite alérgica, e os sintomas tendem a piorar no inverno.

    Mas não é só o corpo que sente. A mente também é impactada. A menor exposição à luz natural pode desencadear ou intensificar sintomas de Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), um tipo de depressão relacionada às estações do ano. 

    A condição é mais comum em regiões com invernos longos e rigorosos, mas também afeta brasileiros, especialmente em cidades com baixa incidência solar. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a produção de serotonina, o neurotransmissor ligado ao bem-estar, cai consideravelmente com a falta de luz solar.

    Além disso, a carência de sol prejudica a produção de vitamina D, impactando diretamente a imunidade, a saúde óssea, a qualidade do sono e o equilíbrio hormonal.

    Segundo a Fiocruz, níveis baixos de vitamina D estão associados ao maior risco de infecções respiratórias, depressão, doenças autoimunes e piora da apneia do sono.

    A luz solar tem um papel central na regulação da serotonina e da melatonina, hormônios que controlam nosso humor e o ciclo do sono. A exposição ao sol, mesmo em dias frios, atua como um remédio natural para o corpo e a mente, ajudando a manter o organismo mais forte e equilibrado durante os meses de inverno.

    Exposição solar no inverno: por que faz tanta diferença?

    Pode até parecer que os raios solares perdem força nos dias frios e nublados, mas a verdade é que a exposição solar no inverno continua sendo essencial para o funcionamento do nosso corpo.

    Mesmo com menor intensidade de luz, o sol segue estimulando a síntese de vitamina D, um processo que acontece na pele com a ajuda da radiação UVB. É essa vitamina que atua diretamente na regulação do metabolismo, na manutenção do sistema imunológico, na saúde óssea e até na prevenção de infecções. No inverno, no entanto, os níveis costumam despencar e os impactos não demoram a aparecer.

    Uma pesquisa da revista Nutrients, publicada em 2021, apontou que níveis adequados de vitamina D estão associados a uma menor incidência de doenças respiratórias, como gripes severas, bronquites e até casos mais graves de COVID-19. 

    Já uma revisão da Universidade de Harvard confirmou que a luz solar tem um papel essencial no ajuste do ritmo circadiano, também conhecido como relógio biológico.

    E por que isso importa? Porque é esse ritmo que regula nossos horários de sono e vigília. Sem luz solar suficiente, como costuma acontecer no inverno, o corpo se desorienta, a produção de melatonina e serotonina se desequilibra, e os ciclos de sono se tornam mais superficiais e desorganizados.

    Esse efeito é ainda mais marcante em pessoas que já lidam com distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva do sono. A falta de exposição à luz natural pode intensificar os sintomas e aumentar a fragmentação do sono. De acordo com a Sleep Foundation, pacientes com apneia que mantêm uma rotina de exposição solar apresentam melhora na qualidade do sono e na disposição durante o dia.

    Além disso, a exposição solar no inverno está diretamente ligada ao nosso estado emocional. Isso porque a luz natural estimula a liberação de serotonina, um neurotransmissor associado ao bom humor e à sensação de bem-estar. 

    Em dias cinzentos e sem sol, é comum notar uma queda na motivação e no ânimo, o que pode levar, em casos mais graves, ao desenvolvimento de Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), um tipo de depressão associada às estações do ano.

    Ou seja: tomar sol no inverno não é apenas um hábito estético ou recreativo. É um cuidado profundo com a saúde física, mental e respiratória.

    E o protetor solar? Sim, mesmo no frio!

    Quando o inverno chega, muita gente guarda o protetor solar no fundo da gaveta, afinal, sem calor, sem risco, certo? Errado. Mesmo em dias frios, nublados e sem sol aparente, os raios UVA e UVB continuam atravessando as nuvens e atingindo a pele.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), até 80% da radiação ultravioleta ultrapassa a cobertura de nuvens, o que significa que estamos expostos mesmo quando o céu está encoberto. 

    E essa radiação silenciosa pode danificar o DNA das células da pele, provocando manchas, envelhecimento precoce e aumentando o risco de câncer de pele.

    Por isso, o uso diário do protetor solar é indispensável durante o inverno, especialmente nas regiões do corpo que ficam mais expostas, como o rosto, o pescoço, o colo e as mãos. 

    Além de proteger contra doenças, o filtro solar ajuda a manter a tonalidade uniforme da pele e a prevenir o aparecimento de manchas escuras, que muitas vezes se intensificam após exposições leves e desprotegidas ao sol.

    Dermatologistas recomendam o uso de filtros com FPS 30 ou superior, com reaplicação a cada duas horas, principalmente em pessoas com pele mais clara, que costumam ser mais sensíveis à radiação.

    Um estudo publicado pela Skin Cancer Foundation reforça que o uso regular de protetor solar, mesmo no inverno, reduz significativamente o risco de lesões solares e câncer de pele ao longo da vida. É um cuidado que não deve ser interrompido por causa da estação.

    E mais: ao unir esse cuidado com uma rotina equilibrada de exposição solar no inverno, o corpo consegue manter a produção saudável de vitamina D sem abrir mão da proteção cutânea. A chave está no equilíbrio, expor-se com consciência e proteger-se com constância.

    Exposição solar, respiração e sono: uma relação íntima

    A luz do sol vai muito além do bronzeado e da vitamina D: ela também conversa diretamente com o nosso sono e com a saúde respiratória. Isso acontece porque a vitamina D influencia a resposta inflamatória do organismo, o que é especialmente relevante para quem convive com doenças respiratórias, como asma, bronquite e apneia obstrutiva do sono.

    exposição solar no inverno

    Um estudo da American Thoracic Society revelou que níveis adequados de vitamina D estão associados a uma menor frequência de crises asmáticas e à melhora da função pulmonar. 

    Já para quem tem apneia do sono, a deficiência dessa vitamina pode agravar os episódios noturnos e dificultar a recuperação do organismo, segundo revisão publicada na Journal of Clinical Sleep Medicine.

    Além disso, a exposição solar é uma das maiores aliadas do nosso relógio biológico, conhecido como ciclo circadiano, o mecanismo natural que regula os horários de vigília e sono. 

    A luz natural, principalmente nas primeiras horas da manhã, ajuda o cérebro a entender que é hora de despertar. Quando escurece, o corpo passa a liberar mais melatonina, o hormônio que induz o sono.

    Um estudo da Universidade de Colorado Boulder, divulgado pela BBC, mostrou que pessoas que se expõem à luz solar logo pela manhã dormem melhor à noite, com menos despertares e um sono mais profundo e restaurador.

    Na prática, isso significa que uma simples caminhada ao sol no início do dia pode trazer benefícios reais para quem sofre com insônia ou com distúrbios do sono como a apneia

    É um cuidado natural, gratuito e cientificamente comprovado que fortalece o corpo e acalma a mente, especialmente durante o inverno, quando esses problemas tendem a se intensificar.

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