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    Traqueostomia: o que é, para que serve e modos ventilatórios

    A traqueostomia é um procedimento que, muitas vezes, representa a diferença entre a vida e a morte. Ela devolve o ar a quem perdeu a capacidade de respirar naturalmente, seja por doenças graves, traumas ou condições neurológicas.

    De acordo com a World Health Organization (WHO) e estudos publicados na revista Critical Care Medicine, milhares de pessoas no mundo passam por traqueostomia todos os anos, principalmente em unidades de terapia intensiva (UTI). O número cresce entre pacientes que permanecem longos períodos sob ventilação mecânica, isto é, dependentes de aparelhos para respirar.

    No Brasil, levantamentos do Manual de Ventilação Mecânica da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e da Fiocruz indicam que cerca de 1 em cada 10 pacientes ventilados mecanicamente precisa de traqueostomia em algum momento da internação. Essa estimativa pode variar conforme a gravidade das doenças respiratórias e o tempo de ventilação invasiva.

    Mas, afinal, o que é exatamente a traqueostomia, quando ela é necessária e quais são os tipos de ventilação usados nesses casos? 

    Essas são as perguntas que vamos responder ao longo deste artigo. Aqui, você vai entender:

    • O que é e como é feita a traqueostomia.

    • Para que serve e quando é indicada.

    • Seus benefícios e possíveis consequências.

    • Os principais modos ventilatórios utilizados em pacientes traqueostomizados.

    • E, por fim, como a CPAPS apoia o tratamento e a qualidade de vida de quem depende desse cuidado respiratório.

    O objetivo é oferecer uma explicação clara, humana e baseada em evidências científicas sobre um tema que, apesar de técnico, faz parte da realidade de milhares de famílias e profissionais de saúde.

    O que é a traqueostomia

    A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura na parte anterior do pescoço, diretamente na traqueia — o canal que conduz o ar até os pulmões. Essa abertura, chamada estoma, permite que o ar entre e saia de forma mais direta, sem passar pelas vias respiratórias superiores (nariz, boca e garganta).

    O principal objetivo é garantir a passagem adequada de ar, especialmente em pessoas que enfrentam bloqueios nas vias aéreas, sofrem com doenças neurológicas graves ou precisam de ventilação mecânica por longos períodos.

    De acordo com a Mayo Clinic e o Manual MSD, o procedimento é realizado sob anestesia local ou geral, dependendo da situação do paciente. O médico faz uma pequena incisão na traqueia e insere um tubo chamado cânula de traqueostomia, que mantém o canal respiratório aberto e funcional.

    Essa cânula pode ser temporária — usada apenas enquanto o paciente se recupera — ou permanente, em casos de doenças crônicas que comprometem a respiração.

    Segundo estudos publicados na revista Critical Care Medicine, cerca de 10% dos pacientes que necessitam de ventilação mecânica prolongada acabam precisando de traqueostomia. Em geral, a indicação ocorre entre 10 e 14 dias após a intubação, quando os médicos percebem que o suporte respiratório será necessário por mais tempo.

    Além de facilitar a ventilação, a traqueostomia melhora o conforto, reduz o risco de lesões nas cordas vocais e facilita a higiene das vias aéreas, tornando-se uma alternativa mais segura para pacientes críticos.

    Para que serve a traqueostomia

    A traqueostomia tem como principal função melhorar a ventilação e reduzir o esforço respiratório, garantindo que o ar chegue aos pulmões de maneira segura e eficiente.
    Ela é indicada quando o paciente não consegue respirar de forma adequada pelas vias naturais — seja por obstrução, fraqueza muscular ou necessidade de ventilação mecânica prolongada.

    As principais indicações clínicas incluem:

    • Insuficiência respiratória prolongada: ocorre quando o paciente precisa de ventilação mecânica por mais de alguns dias. Nesses casos, a traqueostomia reduz o desconforto causado pela intubação e facilita o manejo respiratório. Estudos da American Thoracic Society mostram que, após 10 a 14 dias de ventilação invasiva, a traqueostomia é frequentemente recomendada para prevenir complicações.

    • Obstruções nas vias aéreas: tumores, traumas, queimaduras ou inflamações graves podem bloquear o fluxo de ar. A traqueostomia cria uma rota alternativa, permitindo a passagem livre de oxigênio.

    • Doenças neuromusculares: condições como esclerose lateral amiotrófica (ELA), distrofias musculares e lesões medulares podem comprometer os músculos da respiração, tornando a traqueostomia essencial para manter a ventilação.

    • Acúmulo de secreções: pacientes com tosse ineficaz, secreções espessas ou dificuldade para eliminar muco se beneficiam do tubo, que facilita a aspiração e evita infecções respiratórias.

    De acordo com o Manual MSD e a Johns Hopkins Medicine, a traqueostomia também ajuda no processo de desmame do ventilador mecânico, permitindo que o paciente recupere gradualmente a autonomia respiratória.
    Além disso, melhora a segurança e o conforto, possibilitando comunicação e alimentação mais adequadas conforme a evolução do tratamento.

    Em resumo, a traqueostomia é muito mais do que um procedimento técnico, ela representa uma estratégia de reabilitação respiratória, que devolve autonomia e qualidade de vida a pacientes em condições críticas ou crônicas.

    Benefícios da traqueostomia

    A decisão de realizar uma traqueostomia é sempre médica e deve considerar o quadro clínico de cada paciente.
    No entanto, os benefícios do procedimento são amplamente documentados em pesquisas científicas e observados na prática hospitalar.

    De acordo com a American Thoracic Society (ATS) e a Johns Hopkins Medicine, a traqueostomia está associada a uma melhora significativa no conforto respiratório e na qualidade de vida, especialmente para quem necessita de ventilação mecânica por longos períodos.

    Veja os principais benefícios:

    • Maior conforto respiratório: em comparação à intubação orotraqueal, a traqueostomia é menos incômoda. Ela elimina a sensação constante de corpo estranho na garganta e reduz o desconforto de quem permanece entubado por dias.

    • Menor risco de lesões nas cordas vocais e na laringe: intubações prolongadas podem causar inflamações e até danos nas cordas vocais. A traqueostomia evita esse contato direto, preservando a estrutura da laringe e facilitando a futura reabilitação vocal.

    • Facilidade na aspiração de secreções: o tubo da traqueostomia permite que secreções sejam removidas com mais segurança, evitando o acúmulo de muco e o risco de infecções. Isso melhora a higiene das vias aéreas e reduz complicações respiratórias.

    • Melhor higiene pulmonar: segundo estudos publicados na American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, pacientes com traqueostomia têm menor incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica, já que a limpeza das vias respiratórias é mais eficiente.

    • Facilita a alimentação e fala: com o uso de dispositivos como a válvula de fala de Passy-Muir e acompanhamento de fonoaudiólogos, muitos pacientes voltam a se comunicar e a se alimentar de forma segura.

    • Maior mobilidade e conforto: após o período crítico, pacientes com traqueostomia podem ser desmamados da ventilação mecânica e transferidos para o cuidado domiciliar, mantendo uma rotina mais independente.

    Em resumo, a traqueostomia melhora a ventilação, a segurança e o bem-estar geral, oferecendo ao paciente uma nova chance de respirar com liberdade e dignidade.

    Possíveis consequências e cuidados necessários

    Apesar de todos os benefícios, a traqueostomia exige cuidados diários e contínuos para evitar complicações e garantir uma boa cicatrização.
    Trata-se de um procedimento seguro, mas, como qualquer intervenção médica, pode apresentar efeitos adversos se a manutenção não for feita corretamente.

    Entre as principais consequências e complicações possíveis estão:

    • Infecção local: é uma das complicações mais comuns, especialmente nas primeiras semanas. Segundo o Johns Hopkins Medicine, o risco é reduzido com higienização diária, troca regular de curativos e uso de materiais estéreis durante os cuidados.

    • Sangramento leve: pode ocorrer nas primeiras 24 horas após a cirurgia. Normalmente, é discreto e autolimitado, mas qualquer sangramento persistente deve ser avaliado pela equipe médica.

    • Obstrução da cânula: secreções secas ou muco espesso podem bloquear parcialmente a passagem do ar. Para prevenir isso, é essencial manter o ar umidificado e realizar aspiração de secreções sempre que necessário. Estudos da American Association for Respiratory Care (AARC) reforçam que a umidificação adequada do ar reduz em até 40% o risco de obstrução.

    • Irritação e lesões na pele: a região do estoma pode ficar sensível devido ao atrito da cânula e das fitas de fixação. O uso de sprays de barreira protetora, curativos limpos e secos e fita de fixação trocada diariamente ajudam a evitar vermelhidão e infecção.

    • Acúmulo de secreções e mau cheiro: podem indicar infecção ou higiene inadequada. Nesse caso, é importante reforçar a limpeza com solução salina e procurar avaliação médica.

    A higienização diária da cânula interna, o acompanhamento regular com pneumologista e o suporte de fonoaudiólogos e fisioterapeutas respiratórios são pilares para o sucesso do tratamento.
    Esses cuidados garantem boa ventilação, menor risco de infecção e uma recuperação mais tranquila e segura.

    Mais do que um procedimento cirúrgico, a traqueostomia requer rotina de atenção e carinho, envolvendo tanto o paciente quanto sua rede de apoio familiar.

    Modos ventilatórios na traqueostomia

    Os modos ventilatórios são essenciais para pacientes traqueostomizados que ainda dependem de suporte mecânico.
    Eles determinam como o ventilador entrega o ar aos pulmões — se controlando o volume, a pressão ou uma combinação de ambos — e devem ser ajustados conforme a capacidade respiratória e a evolução clínica do paciente.

    A escolha do modo ideal é feita por médicos intensivistas e fisioterapeutas respiratórios, que avaliam parâmetros como oxigenação, complacência pulmonar e esforço respiratório.

    A seguir, os principais modos utilizados em pacientes com traqueostomia:

    1. Ventilação Mecânica Controlada

    Nesse modo, o ventilador fornece uma pressão ou volume de ar fixo a cada respiração, garantindo uma ventilação estável e previsível.
    É muito usada em casos de insuficiência respiratória aguda ou em pacientes com comprometimento pulmonar grave, pois permite controlar com precisão a quantidade de ar e os níveis de dióxido de carbono no sangue.

    Segundo as Brazilian Recommendations of Mechanical Ventilation (2013), publicadas pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o VCV ou PCV é um dos modos mais utilizados em UTIs, especialmente nas fases iniciais de ventilação invasiva.
    Ele ajuda a manter a oxigenação adequada enquanto protege os pulmões de colapsos e hipoventilação.

    2. Ventilação Mecânica assistida controlada (ACV)

    No modo assistido controlado, o ventilador oferece suporte completo, mas permite que o paciente inicie o esforço respiratório por conta própria.
    Quando isso acontece, o aparelho detecta o movimento e complementa automaticamente a respiração com o volume e a pressão definidos pelo médico.

    Essa modalidade é bastante usada na transição entre a ventilação total e o desmame, pois combina segurança e conforto, evitando tanto o cansaço muscular quanto a sensação de “falta de ar”.
    De acordo com a American Association for Respiratory Care (AARC), a ACV contribui para melhor sincronização do paciente–ventilador e reduz complicações associadas ao esforço respiratório excessivo.

    3. Ventilação com pressão de suporte (PSV)

    A PSV (Pressure Support Ventilation) é amplamente utilizada na fase de reabilitação e desmame ventilatório — quando o paciente começa a recuperar a autonomia respiratória.
    Nesse modo, o ventilador fornece apenas a pressão necessária para completar a inspiração iniciada pelo paciente, permitindo que ele controle o ritmo e a profundidade das respirações.

    Estudos da Critical Care Medicine mostram que a PSV favorece o funcionamento dos músculos respiratórios e reduz o tempo total de ventilação mecânica.
    É uma estratégia fundamental para pacientes traqueostomizados em processo de recuperação, ajudando-os a respirar de forma mais natural e independente.

    Em resumo, o ajuste adequado dos modos ventilatórios na traqueostomia é decisivo para a recuperação pulmonar, o conforto do paciente e o sucesso do desmame.
    Por isso, a presença de uma equipe multidisciplinar — incluindo médicos, fisioterapeutas e enfermeiros especializados — é indispensável em todas as fases do cuidado.

    Aparelhos de ventilação utilizados

    A tecnologia é uma grande aliada no cuidado com pacientes traqueostomizados.
    Os aparelhos de ventilação mecânica têm a função de garantir a passagem adequada de ar até os pulmões, auxiliando o corpo quando ele ainda não consegue respirar com plena autonomia.
    Hoje, existem diferentes modelos, desenvolvidos tanto para o ambiente hospitalar quanto para o uso domiciliar, cada um com características específicas e níveis de suporte distintos.

    Ventiladores invasivos hospitalares

    Esses são os aparelhos mais robustos e avançados, usados principalmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
    Eles oferecem diversos modos de ventilação (volume controlado, pressão controlada, assistido, entre outros) e contam com sistemas precisos de monitoramento da frequência respiratória, saturação de oxigênio e gases no sangue.

    De acordo com as Brazilian Recommendations of Mechanical Ventilation (AMIB, 2013), o uso desses ventiladores é essencial em pacientes críticos, pois permite ajustes milimétricos de pressão e volume, reduzindo o risco de lesões pulmonares e otimizando a oxigenação.

    Ventiladores domiciliares portáteis

    Com os avanços da tecnologia médica, muitos pacientes podem continuar o tratamento respiratório em casa, com ventiladores menores, silenciosos e fáceis de manusear.
    Esses modelos garantem suporte ventilatório contínuo e são especialmente indicados para pessoas com doenças neuromusculares ou insuficiência respiratória crônica.

    Um estudo publicado no Journal of Thoracic Disease (2021) mostrou que a ventilação domiciliar segura aumenta a sobrevida e melhora a qualidade de vida de pacientes com doenças respiratórias de longa duração.
    Além disso, o cuidado domiciliar favorece o conforto emocional, o convívio familiar e reduz o tempo de internação hospitalar.

    CPAP e BiPAP

    Em casos leves a moderados de distúrbios respiratórios — ou durante a fase de reabilitação após a traqueostomia —, os aparelhos CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas) e BiPAP (Pressão Positiva em Dois Níveis) também podem ser indicados.

    O CPAP fornece uma pressão constante que mantém as vias aéreas abertas, enquanto o BiPAP alterna dois níveis de pressão — um para inspirar e outro para expirar —, tornando a respiração mais natural e menos cansativa.

    Esses dispositivos são amplamente usados no tratamento da apneia do sono, mas também podem ajudar pacientes traqueostomizados em recuperação, favorecendo o treino respiratório e reduzindo o esforço muscular.

    A American Academy of Sleep Medicine (AASM) reforça que o uso adequado de aparelhos de pressão positiva pode melhorar significativamente a oxigenação, o sono e o bem-estar geral de pessoas com comprometimento respiratório.

    Como a CPAPS pode te ajudar com eficácia

    A CPAPS, referência nacional em saúde do sono e qualidade respiratória, entende profundamente os desafios enfrentados por quem convive com a apneia do sono.

    ✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para distúrbios do sono e respiratórios.
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    Fontes

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    28 comentários

    1. Muito importante para paciente com.problemas respiratórios.
      Não conhecia esse procedimento como está aqui explicado.

    2. Parabéns pela explicação. Até mesmos nos leigos conseguimos entender. Meu irmão que está com covid e entubado há cinco dias, os médicos decidiram fazer este procedimento é quando não havia mais esperanças surgiu está luz no fundo do túnel, estamos todos esperançosos. Obrigada pela explicação bem clara.

    3. Muito esclarecedor essa explicação, de uma forma de simples compreensão, pois uma médica sugeriu esse procedimento para minha sogra que esta com covid, já tinha escutado alguns comentários, mas vim pesquisar a respeito para ter um maior entendimento sobre a sugestão. E acredito depois de ler a explicação que será uma esperança a mais em sua recuperação.

    4. Muito esclarecedor essa explicação, de uma forma de simples compreensão, pois uma médica sugeriu esse procedimento para minha sogra que esta com covid, já tinha escutado alguns comentários, mas vim pesquisar a respeito para ter um maior entendimento sobre a sugestão. E acredito depois de ler a explicação que será uma esperança a mais em sua recuperação. Parabéns!!!!

    5. Oi como está seu irmão depois desse procedimento?? Me responde por favor, minha mãe talvez vai ter q passar por isso estou muito aflita

    6. boa noite ana zelia tb estou com o cunhado entubado e irao fazer o procedimento. como esta seu irmao

    7. Muito bom ,bem explicado só queria saber se feito esse procedimento ,algum dia poderá tirar a traqueostomia,a pessoa que faz poderá? Ou isso fica para o resto da vida?

    8. O paciente com traqueostomia ele pode ficar quanto tempo com a traqueostomia??? Tem algum efeito conlaterais??? Volta falar quanto tempo depois que tira???? Fica sequelas??

    9. Minha mãe está internada com Covid a 15 dias.
      Ela tem enfisema pulmonar e irá colocar.
      Por quanto tempo durará para ser retirada?.
      Obrigada.

    10. Boa tarde. Gostaria de saber a probabilidade deste cano conectado a garganta do paciente de se soltar, E caso isso aconteça, para refazer esta conexão é complicado o procedimento?

      • Olá Marcos, como vai? A traqueostomia é um procedimento cirúrgico, executado por profissionais da área da saúde. O médico especialista realiza uma incisão na traqueia (entre as clavículas). Em seguida, é inserida uma cânula, que gera um canal de passagem de ar. O paciente é assistido em todo momento, e quando tem uma ocorrência como essa o médico age imediatamente para atendê-lo. Para maiores informações, é interessante buscar junto ao profissional de saúde. Permanecemos à disposição!

    11. Boa tarde,para ser feito a traqueostomia a intubação tem que ser retirada ou fica com os dois procedimento juntos? Obg !

      • Olá Aloisio, como vai? Durante o procedimento para a traqueostomia o paciente é sedado, mas após a cicatrização não há necessidade. Qualquer dúvida, permanecemos à disposição!

    12. Boa tarde minha mãe esta de home care na minha casa,e ela esta traquestomizada, queria saber se ela tiver uma parada cardíaca como seria feito a reanimação,digo as compressoes e insuflaçoes.

      • Olá Marcio, como vai? Agradecemos por entrar em contato. 😊 É muito importante realizar esse tipo de verificação com o profissional que acompanha o paciente pois ele terá a prontidão as devidas informações.

    13. Esse procedimento salvou a minha vida. Foi necessário para que eu fizesse o desmame ventilatório depois de dez dias intubada devido a Covid.
      Um pouco assustador pelo desconhecimento da minha família que optou por permitirem a equipe fazer a traqueostomia.
      E a recuperação demanda cuidados, mas foi tranquila e rápida.
      Hoje considero a cicatriz no meu pescoço, o sinal da minha vitória.

    14. Foi muito interessante os textos bem elaborado com conteúdo simples mas fácil de entender amei

    15. Meu pai fez a traqueostomia, depois de fazer uma cirurgia cardíaca, e sofrer um infarto 24h depois ,ficou entubado e agora fez a traqueostomia, isso significa que ele já está se recuperando?

    16. Após a traqueotomia , paciente que necessita usar uma sonda do nariz até o estômago , qto tempo deverá usar?

      • Olá Keiko, como vai?

        Quando o paciente é capaz de voltar a respirar saudavelmente a traqueostomia pode ser retirada. Quando necessária a realização da decanulação, o tempo de recuperação pode variar entre 5 e 30 dias. Em caso de dúvidas, sugerimos que contate o profissional responsável pelo seu acompanhamento para mais informações!

        • Minha mãe fez uma cirurgia da carótidas e por ela ter 72 anos teve que fazer a cirurgia entubada mais por conta que ela e fumante ela não está conseguindo sair da entubação agora foi sugerido ela fazer a traqueotomia e depois dessa postagem eu estou mais tranquilo.
          Quanto tempo pode levar o paciente com a traqueotomia e após esse procedimentos o paciente fica sem a sedação

          • Olá Wladirmir, como vai?

            O tempo de permanência da cânula varia, podendo ser até definitiva. Comumente, a traqueostomia em casos de câncer de laringe que são tratados por meio de cirurgia. Nestes casos, o paciente conviverá com a cânula para o resto da vida. Contudo, em alguns casos a traqueostomia é reversível. Nestes casos, a cânula é removida após o momento em que o paciente volta a apresentar uma respiração saudável. Após a decanulação, a recuperação costuma durar entre 5 e 30 dias. Estamos à disposição!

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