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Uvulopalatofaringoplastia (UPFP) é a cirurgia que remove ou remodela a úvula, parte do palato mole, as amígdalas e o excesso de tecido da faringe para ampliar a passagem do ar. É indicada em casos selecionados de ronco e apneia obstrutiva.
Descrita por Fujita em 1981, a UPFP é feita por otorrinolaringologista, sob anestesia geral. O cirurgião retira as amígdalas quando presentes, encurta a úvula e a borda do palato mole e sutura os pilares da garganta para abrir a orofaringe.
A cirurgia funciona melhor quando a obstrução se concentra no palato e nas amígdalas, o que o médico confirma com exame físico e, em geral, endoscopia durante o sono induzido. O resultado depende da anatomia de cada paciente. Na apneia grave, a UPFP sozinha costuma ser insuficiente, e muitos pacientes seguem precisando de CPAP. Hoje, muitos cirurgiões preferem faringoplastias que reposicionam os músculos em vez de retirar tecido.
A recuperação inclui dor forte na garganta por uma a duas semanas. Os riscos descritos incluem sangramento, mudança na voz, refluxo de líquidos para o nariz e sensação de garganta seca. A diretriz da AASM recomenda que adultos com apneia que não se adaptam ao CPAP sejam encaminhados para avaliar a cirurgia. O post sobre cirurgia para apneia do sono compara a UPFP com as outras técnicas.
Fonte: Fujita e colaboradores, descrição original da técnica (Otolaryngology Head and Neck Surgery, 1981); AASM, diretriz de encaminhamento cirúrgico na apneia obstrutiva (Kent e colaboradores, Journal of Clinical Sleep Medicine, 2021).