Gasometria arterial

Gasometria arterial é o exame de sangue colhido de uma artéria que mede o oxigênio, o gás carbônico e a acidez do sangue. Mostra se a respiração está oxigenando o corpo e eliminando o gás carbônico.

O exame é feito com uma amostra de sangue colhida de uma artéria, em geral a radial, no punho. O laboratório mede a pressão parcial de oxigênio (PaO2), a pressão parcial de gás carbônico (PaCO2), o pH e o bicarbonato. Em adultos, o pH normal fica entre 7,35 e 7,45 e a PaCO2 normal fica entre 35 e 45 mmHg.

Gasometria no sono e na respiração

Quando a respiração não dá conta de eliminar o gás carbônico, a PaCO2 sobe: é a hipoventilação. A gasometria é o exame que confirma esse quadro. Na síndrome da obesidade e hipoventilação, o diagnóstico depende de PaCO2 de 45 mmHg ou mais em vigília, com índice de massa corporal de 30 kg/m² ou mais e sem outra causa que explique a retenção de gás carbônico.

Na DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), a gasometria em repouso orienta a indicação de oxigênio em casa. O médico indica a oxigenoterapia domiciliar prolongada quando a PaO2 fica em 55 mmHg ou menos, ou a saturação arterial em 88% ou menos, ou entre 56 e 59 mmHg quando há sinais de sobrecarga no coração ou excesso de glóbulos vermelhos. O gás carbônico elevado também pesa na decisão de usar ventilação não invasiva.

Diferença para a oximetria

O oxímetro de dedo estima a saturação de oxigênio pela luz, sem agulha, e serve para acompanhar a oxigenação ao longo do tempo. Ele não mede o gás carbônico nem o pH. Por isso uma saturação normal não descarta hipoventilação, principalmente em quem já recebe oxigênio. Sonolência ao acordar, dor de cabeça matinal e falta de ar em pessoa com obesidade importante ou doença pulmonar justificam avaliação com pneumologista ou médico do sono.

Fonte: Athayde RAB e colaboradores, Obesity hypoventilation syndrome: a current review, Jornal Brasileiro de Pneumologia, 2018; Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, critérios de oxigenoterapia domiciliar prolongada.