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Ronco é causa de divórcio? Pode parecer exagero, mas esse problema tão comum durante a noite está entre os principais vilões dos relacionamentos. O que começa como um incômodo sonoro se transforma, aos poucos, em desgaste emocional, afastamento físico e até em separações definitivas.
Dados apontam que o ronco é a terceira maior causa de divórcios no mundo, especialmente quando está associado à apneia do sono, um distúrbio que, muitas vezes, o casal nem sabe que existe. Mas, afinal, como algo aparentemente simples pode impactar tanto um casamento?
Neste artigo, você vai entender por que ronco é causa de divórcio, quais os impactos no relacionamento, como identificar os sinais de alerta e, principalmente, quais são os caminhos para recuperar a qualidade do sono e da vida a dois.
O ronco não é só um som incômodo ele é, muitas vezes, o sinal de que há algo errado com a saúde respiratória de quem ronca. Para o parceiro, conviver com esse ruído todas as noites é mais do que desconfortável: é um fator real de estresse, cansaço e insatisfação conjugal.
Estudos da Universidade da Califórnia e dados da Sleepopolis mostram que ronco é causa de divórcio em diversos países. No Brasil, o Instituto do Sono estima que mais de 40 milhões de pessoas sofram de apneia do sono, e boa parte sequer foi diagnosticada.

A advogada Marcela Guimarães vive esse dilema na prática:
“Se eu não durmo, eu não sou feliz. Isso está arruinando nosso relacionamento”, desabafa.
E ela não é exceção. 1 em cada 4 casais já adotou o “divórcio do sono”, ou seja, passaram a dormir em quartos separados para tentar preservar a sanidade, o descanso e, muitas vezes, o próprio casamento.
O ronco acontece quando há uma limitação parcial à passagem do ar nas vias aéreas durante o sono que faz com que os tecidos da garganta vibrem, gerando o som característico. Entre os principais fatores de risco estão:
A testosterona, por exemplo, favorece o relaxamento da musculatura da faringe, facilitando o estreitamento das vias respiratórias. Por isso, homens são mais acometidos. À noite, com o corpo relaxado, a garganta fecha parcialmente, provocando o ronco e, em muitos casos, a apneia.
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio caracterizado por redução importante do fluxo de ar ou mesmo paradas repetidas da respiração durante o sono. A cada pausa, o cérebro é forçado a interromper o descanso para retomar a respiração, causando microdespertares que a pessoa muitas vezes nem percebe.
Os sintomas mais comuns são:
Em longo prazo, a apneia pode levar a hipertensão, diabetes, disfunção erétil, AVC e até depressão. E claro: afeta a saúde emocional e física do casal.
Noites mal dormidas afetam muito mais do que somente o corpo. Afetam o humor, a disposição, a paciência e a empatia, ingredientes essenciais para uma relação saudável. Casais que convivem com o ronco relatam:
Segundo a Mute Snoring, 70% dos parceiros de roncadores disseram que a qualidade do relacionamento piorou por conta das noites mal dormidas. Muitos recorrem a soluções paliativas como dormir separados ou cutucar o parceiro durante a noite, atitudes que aliviam o momento, mas não resolvem o problema.
O exame padrão-ouro para diagnosticar a apneia é a polissonografia, que pode ser feita em clínicas do sono ou no conforto de casa. Ele avalia:
Com os resultados em mãos, o médico do sono pode indicar o melhor tratamento. Segundo a Comprehensive Sleep Care, detectar e tratar a apneia melhora drasticamente não só o sono, mas o bem-estar e a qualidade da vida conjugal.
O tratamento depende da causa, intensidade dos sintomas e estilo de vida do paciente. Entre as opções estão:
O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é o tratamento mais indicado para apneia moderada a grave ou mesmo para apneia leve associada a sintomas como sonolência excessiva diurna e hipertensão arterial de difícil controle. Ele funciona fornecendo um fluxo contínuo de ar que mantém as vias respiratórias abertas, eliminando o ronco e prevenindo as pausas respiratórias.
O CPAP é personalizado de acordo com a necessidade do paciente. Os principais modelos são:
As máscaras também variam:
A escolha deve ser feita com orientação médica e acompanhamento profissional.
Como destaca o Weill Cornell Medicine, o divórcio do sono pode ser um caminho temporário, mas o ideal é tratar a raiz do problema.
A CPAPS é referência nacional no tratamento da apneia do sono. Muito mais do que uma loja, a CPAPS oferece:
Atendimento:
0800 601 9922 | WhatsApp | www.cpaps.com.br
Se você ou seu parceiro sofrem com o ronco, não deixe que ele seja o ponto final da relação. A informação e o tratamento certo podem transformar noites difíceis em momentos de reconexão.