Durma melhor com quem entende do assunto.

Receba dicas de especialistas, novidades em equipamentos e conteúdos exclusivos do Mundo do Sono direto no seu e-mail.

    Roncar não é normal: os riscos do ronco para a saúde do homem

    O ronco é um problema que oferece diversos riscos à saúde do homem, principalmente se estiver relacionado à apneia do sono. Leia mais!

    Os riscos do ronco para a saúde do homem são muitas vezes subestimados. Muita gente trata o ronco como um hábito chato, algo que atrapalha o sono do casal, mas que parece inofensivo. Só que ele pode ser o primeiro sinal de alerta para algo mais sério: a apneia obstrutiva do sono.

    E esse não é um problema raro. Um levantamento publicado pela revista The Lancet Respiratory Medicine estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo tenham algum grau de apneia do sono, com a maioria dos casos ainda sem diagnóstico. A prevalência é maior entre os homens, principalmente após os 40 anos.

    A consequência? Dormir mal, viver cansado, perder qualidade de vida, e correr riscos reais de desenvolver doenças cardiovasculares, metabólicas e até distúrbios hormonais, incluindo disfunção erétil e problemas de memória.

    Se você ronca, ou se convive com um homem que ronca alto e com frequência, este artigo é para você. Vamos mostrar por que o ronco é um sintoma que merece atenção, o que ele pode estar revelando sobre o corpo masculino, e como é possível tratá-lo de forma eficaz, com destaque para o uso do CPAP e mudanças no estilo de vida.

    Por que os homens roncam mais do que as mulheres?

    “Ronco é coisa de homem?” Embora qualquer pessoa possa roncar, a ciência mostra que sim, os homens roncam mais. Segundo a Sleep Foundation, cerca de 57% dos homens adultos relatam roncar com frequência, enquanto entre as mulheres esse número gira em torno de 40%.

    Essa diferença tem explicação. A anatomia masculina favorece o estreitamento das vias aéreas. Homens costumam ter o pescoço mais largo e acumulam mais gordura na região da garganta, o que aumenta a chance de obstrução parcial da passagem do ar enquanto dormem.

    Mas não é só o físico. A testosterona, hormônio predominante nos homens, está relacionada a um maior relaxamento da musculatura da faringe durante o sono. Isso facilita o colapso das vias respiratórias e, com ele, o ronco.

    Além disso, há fatores de comportamento que agravam o problema: maior consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso são mais prevalentes entre os homens, especialmente a partir dos 40 anos. Todos esses elementos enfraquecem o tônus muscular da região da garganta e aumentam as chances de roncar.

    Ou seja: o ronco masculino não é só uma questão de genética. Ele é um reflexo direto de hábitos de vida e saúde, e pode ser o primeiro sinal de alerta para um problema maior, como a apneia do sono, que vamos abordar a seguir.

    Riscos do ronco para a saúde do homem

    O ronco constante e alto vai além do incômodo noturno. Quando ele vem acompanhado de pausas na respiração, mesmo que imperceptíveis, pode estar revelando um quadro grave: a apneia obstrutiva do sono (AOS), que afeta principalmente os homens acima dos 40 anos.

    E o pior: os impactos dessa condição não aparecem todos de uma vez. Eles se acumulam aos poucos e colocam a saúde em risco em diferentes fases da vida.

    A curto prazo: cansaço constante e queda no rendimento

    O primeiro sinal de alerta é o cansaço que não passa, mesmo após muitas horas de sono.

    Isso acontece porque, ao roncar, o corpo pode despertar diversas vezes durante a noite sem que a pessoa perceba. Esses microdespertares impedem que o sono atinja as fases mais profundas e restauradoras.

    O resultado?

    • Irritabilidade durante o dia
    • Dificuldade de concentração
    • Sonolência excessiva
    • Queda na produtividade no trabalho
    • Risco aumentado de acidentes no trânsito e em tarefas simples

    Segundo a National Sleep Foundation, adultos que dormem mal têm desempenho mental semelhante ao de uma pessoa alcoolizada. Isso afeta diretamente a qualidade de vida, o rendimento profissional e a segurança no dia a dia.

    A médio prazo: inflamações, sobrepeso e desequilíbrio hormonal

    Quando a apneia não é tratada, o corpo entra em um estado de estresse contínuo. A produção de cortisol,  o hormônio do estresse, e de radicais livres, aumenta, elevando a inflamação sistêmica e dificultando a regulação do metabolismo.

    Esse desequilíbrio tem consequências sérias:

    • Maior acúmulo de gordura abdominal
    • Aumento da sensação de fome
    • Resistência à insulina
    • Risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2
    • Piora das dores crônicas 

    Além disso, estudos como o publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostram que homens com apneia têm níveis significativamente mais baixos de testosterona, o que afeta:

    • O desejo sexual
    • A energia física
    • A manutenção da massa muscular
    • O equilíbrio emocional

    Ou seja, o ronco não tratado impacta também a autoestima e o bem-estar masculino.

    A longo prazo: doenças cardíacas, AVC e disfunção erétil

    Com o passar dos anos, os riscos se tornam ainda mais graves.

    De acordo com a American Heart Association, a apneia do sono aumenta expressivamente a chance de:

    Isso porque, a cada pausa respiratória, os níveis de oxigênio no sangue despencam. O coração precisa trabalhar mais para compensar, o que causa sobrecarga e desgaste precoce do sistema cardiovascular.

    Outro efeito colateral importante, e ainda pouco falado, é a disfunção erétil.

    Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine revelou que 69% dos homens com apneia moderada a grave relataram dificuldades de ereção. Essa condição pode ser causada por:

    • Baixa oxigenação durante a noite
    • Alterações hormonais
    • Estresse crônico e fadiga
    • Problemas circulatórios ligados à apneia

    Com isso, a saúde sexual também sofre, o que pode prejudicar não só o bem-estar do homem, mas também seus relacionamentos afetivos.

    O que o ronco pode indicar?

    O ronco frequente, alto e persistente é mais do que um incômodo noturno. Ele pode ser um sinal de alerta do corpo, apontando para diferentes problemas de saúde, alguns leves, outros bem mais sérios. E entre todos eles, o mais preocupante é a apneia obstrutiva do sono (AOS).

    Apneia do sono: o principal sinal de alerta

    A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por paradas repetidas da respiração enquanto a pessoa dorme. Essas pausas são causadas pelo colapso das vias aéreas e podem durar de alguns segundos até mais de um minuto. O ronco costuma ser o primeiro sintoma visível.

    Segundo a American Academy of Sleep Medicine, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com a apneia, sendo que grande parte dos casos não é diagnosticada. No Brasil, a estimativa é que cerca de 30% dos homens adultos tenham algum grau de apneia, e muitos nem sabem.

    Outros sinais que costumam acompanhar o ronco nos casos de apneia incluem:

    • Engasgos ou sufocamentos durante a noite
    • Acordar cansado, mesmo após horas de sono
    • Dor de cabeça matinal
    • Sonolência excessiva durante o dia
    • Irritabilidade e lapsos de memória

    Esses sintomas ocorrem porque, a cada interrupção da respiração, o cérebro precisa “acordar” o corpo para que volte a respirar, fragmentando o sono e impedindo que ele seja profundo e restaurador. Com o tempo, isso afeta a saúde física, emocional e até os relacionamentos.

    Outras possíveis causas do ronco

    Além da apneia, o ronco também pode estar relacionado a:

    • Rinite alérgica: inflamação das vias aéreas dificulta a passagem do ar.
    • Desvio de septo ou pólipos nasais: problemas estruturais no nariz causam obstrução.
    • Refluxo gastroesofágico: o ácido do estômago pode irritar a garganta e estreitar as vias aéreas.
    • Obesidade: o acúmulo de gordura na região do pescoço pressiona as vias respiratórias.
    • Álcool e sedativos: relaxam os músculos da garganta, favorecendo o colapso das vias aéreas.

    Essas condições podem piorar o ronco e, em muitos casos, contribuir para o desenvolvimento da própria apneia do sono.

    Como investigar?

    A melhor forma de descobrir a causa do ronco é procurando um especialista. O exame mais indicado é a polissonografia, que monitora o sono em detalhes durante uma noite inteira.

    Esse exame consegue identificar se o ronco está associado à apneia, quantas pausas respiratórias ocorrem por hora e como elas impactam a oxigenação e os estágios do sono. Com essas informações, o profissional consegue indicar o tratamento mais adequado, seja ele clínico, comportamental ou com o uso do CPAP.

    Tratamentos para o ronco: da mudança de hábitos ao uso do CPAP

    Quando o ronco começa a atrapalhar o sono e a rotina, é hora de buscar tratamento. Mas o caminho depende da causa. Em casos mais leves, algumas mudanças no estilo de vida já trazem grandes resultados. Nos casos mais graves, especialmente quando há apneia do sono, o tratamento exige mais atenção e uso de tecnologias específicas.

    riscos do ronco para a saúde do homem

    Quando o problema é leve, os hábitos fazem diferença

    Se o ronco não está associado a pausas respiratórias frequentes, o tratamento pode começar por pequenas atitudes no dia a dia:

    • Dormir de lado: deitar de barriga para cima favorece o colapso das vias aéreas. Dormir de lado costuma melhorar a passagem do ar.
    • Evitar álcool e sedativos à noite: essas substâncias relaxam excessivamente a musculatura da garganta, aumentando o risco de ronco e apneia.
    • Tratar rinite, sinusite e outras alergias respiratórias: essas condições inflamam as vias nasais, dificultando a respiração e favorecendo o ronco.
    • Perder peso: o excesso de gordura na região do pescoço comprime as vias aéreas. Estudos mostram que a redução de 10% do peso corporal pode diminuir significativamente o ronco.
    • Criar uma rotina de sono: deitar e acordar nos mesmos horários ajuda a regular os ciclos do sono e a evitar despertares frequentes.

    Essas estratégias podem funcionar bem para quem tem ronco ocasional ou leve. Mas quando o ronco é alto, diário e vem acompanhado de sinais como engasgos noturnos, cansaço extremo e sonolência diurna, é sinal de que há algo mais grave por trás.

    Apneia do sono: o CPAP como tratamento padrão-ouro

    Nos casos de apneia obstrutiva do sono moderada ou grave, o tratamento mais eficaz é o uso do CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), um aparelho que se tornou referência no mundo inteiro.

    O CPAP funciona de forma simples: ele envia uma pressão contínua de ar pelas vias respiratórias durante a noite, impedindo que elas se fechem. Isso elimina as paradas respiratórias, melhora a oxigenação do corpo e proporciona um sono profundo e ininterrupto.

    Segundo a American Thoracic Society, o uso regular do CPAP pode:

    • Reduzir o risco de morte por causas cardiovasculares
    • Eliminar completamente o ronco em mais de 80% dos casos
    • Melhorar a memória, o humor e o desempenho profissional
    • Aumentar a energia e a disposição logo nas primeiras semanas de uso
    • Reduzir os níveis de pressão arterial, principalmente durante a noite

    Além disso, o CPAP é um tratamento não invasivo, que pode ser utilizado em casa e ajustado conforme a necessidade de cada paciente.

    O mais importante: personalizar o tratamento

    É essencial lembrar que cada caso é único. O tratamento ideal deve ser indicado após avaliação médica e diagnóstico preciso por meio da polissonografia. Alguns pacientes podem precisar de máscaras diferentes, pressões específicas, ou até de combinações com outros cuidados, como a perda de peso e o tratamento de comorbidades.

    A boa notícia é que, quando tratado corretamente, o ronco pode deixar de ser um problema. E o sono, antes agitado e fragmentado, volta a ser o que ele deveria ser: um momento de recuperação e cuidado com a saúde.

    Como o CPAP muda a rotina da família

    Quando um homem começa a usar o CPAP, não é só ele que respira aliviado. Quem dorme ao lado (esposa, parceiro, filhos) também percebe uma transformação. E ela vai muito além do silêncio durante a noite.

    O ronco alto e constante, típico da apneia do sono, muitas vezes força os casais a dormirem em quartos separados. Esse afastamento físico, com o tempo, pode gerar distanciamento emocional, irritações frequentes e até sentimentos de solidão.

    Mas o uso do CPAP muda esse cenário.

    Segundo relatos de pacientes e parceiros(as), o retorno ao mesmo quarto depois de anos separados é um dos efeitos mais celebrados. A cama volta a ser compartilhada com paz, e o sono, que antes era um campo de batalha, se transforma em um momento de descanso real.

    A melhora vai além do quarto

    Dormir bem impacta o humor, a disposição e até o jeito de se relacionar com quem está por perto. Quando o usuário do CPAP volta a acordar com energia, menos irritado e mais presente, toda a casa sente a diferença.

    casal na cama

    Um estudo publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine apontou que parceiros de pessoas com apneia relatam melhora significativa na qualidade de vida quando o tratamento com CPAP é adotado. E isso não é apenas uma questão de conforto, é saúde emocional.

    Um gesto de cuidado que se espalha

    Muitos homens demoram a buscar ajuda por medo de usar máscara, vergonha do ronco ou simplesmente por achar que “dá pra aguentar”. Mas quando eles decidem se tratar, estão dizendo algo importante à família: “Eu me importo. Comigo e com vocês.”

    Cuidar do sono é cuidar das relações. E o CPAP, mais do que um aparelho, pode ser o ponto de virada para uma nova rotina: mais leve, silenciosa e cheia de vida.

    Como a CPAPS pode te ajudar com eficácia

    A CPAPS, referência nacional em saúde do sono e qualidade respiratória, entende profundamente os desafios enfrentados por quem convive com a apneia do sono.

    ✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para distúrbios do sono.
    ✔️ Nossa equipe é composta por profissionais capacitados, especializados em orientar cada paciente na escolha da solução mais adequada para seu quadro de apneia.
    ✔️ Atuamos de forma integrada, não apenas fornecendo produtos, mas também educando, acolhendo e oferecendo suporte técnico contínuo, tanto para pacientes quanto para famílias.
    ✔️ Além disso, através do nosso Projeto CPAP Solidário, promovemos o acesso democrático a equipamentos de saúde respiratória, sempre alinhados às melhores práticas clínicas e científicas.

    Fale com a CPAPS:
    📞 0800 601 9922
    💬 WhatsApp: Clique aqui para acessar
    🌐 Acesse o Portal Mundo do Sono para se aprofundar em conteúdos, conhecer histórias reais e encontrar ajuda confiável para sua jornada com a apneia do sono.

    Fontes

    Sleep Foundation

    American Academy of Sleep Medicine (AASM)

    National Sleep Foundation

    Journal of Sexual Medicine

    National Library of Medicine (NIH – PubMed)

    Weill Cornell Medicine

    Mayo Clinic

    Journal of Clinical Sleep Medicine

    Cleveland Clinic

    https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/8718-sleep-apnea

    Avalie este post
    Compartilhe esse conteúdo

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *