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Ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos moles da garganta, como palato mole e úvula, quando o ar passa por uma via aérea estreitada durante o sono.
Ao dormir, os músculos da garganta relaxam. Em quem ronca, o palato mole, a úvula, a língua e as paredes da faringe se aproximam e estreitam a passagem do ar. O fluxo acelera nesse ponto estreito e faz os tecidos da garganta vibrarem, como uma bandeira ao vento.
Dormir de barriga para cima, ter sobrepeso, beber álcool à noite, usar sedativos, ter o nariz entupido por rinite ou desvio de septo e ter amígdalas grandes aumentam o ronco. Homens e pessoas mais velhas roncam com mais frequência.
O ronco sem pausas na respiração e sem sintomas durante o dia é chamado de ronco primário. Quando ele é alto, diário e vem com pausas na respiração percebidas por quem dorme junto, engasgos, sono que não descansa e sonolência de dia, pode ser sinal de apneia obstrutiva do sono. Nesse caso, a consulta com médico do sono e a polissonografia mostram se há apneia e qual a gravidade.
O tratamento depende da causa: perder peso, mudar a posição de dormir, tratar o nariz, usar aparelho intraoral ou usar CPAP quando há apneia. O post causas do ronco e como parar de roncar detalha cada uma dessas medidas.
Fonte: American Academy of Sleep Medicine, Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono, 3ª edição (ICSD-3), 2014.