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Qual a diferença entre gripe e resfriado? Entenda sintomas, prevenção, tratamento e como se proteger no inverno com dicas da CPAPS.

Diferença entre gripe e resfriado é uma dúvida que surge todo inverno. Afinal, basta o frio chegar para o nariz começar a escorrer, a tosse dar as caras e aquele mal-estar aparecer. Nessa época, o ar fica mais frio e seco, e a gente acaba passando mais tempo em lugares fechados. Resultado: os vírus circulam com mais facilidade e os casos disparam.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe, causada pelo vírus Influenza, atinge todos os anos entre 5% e 10% dos adultos e até 30% das crianças.
Já o resfriado, provocado por mais de 200 tipos de vírus diferentes (especialmente o rinovírus), é ainda mais comum: um adulto pode ter de 2 a 4 episódios por ano, enquanto crianças chegam a ter até 8.
No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que os casos de gripe e resfriado aumentam principalmente entre maio e agosto, quando as temperaturas caem e a umidade do ar despenca. Nessas condições, o nariz e a garganta perdem parte da proteção natural, facilitando a entrada dos vírus.
E tem outro fator importante: no frio, as janelas ficam fechadas, a circulação de ar diminui e as pessoas passam mais tempo juntas em espaços reduzidos. Basta alguém tossir, espirrar ou até falar para pequenas gotículas com vírus se espalharem pelo ambiente.
Neste artigo, você vai entender de forma clara e sem complicação:
O resfriado é uma das infecções respiratórias mais comuns no mundo, e também uma das mais subestimadas. Ele é causado por vírus que atacam as vias respiratórias superiores (nariz, garganta e, às vezes, seios da face).
O principal vilão é o rinovírus, responsável por cerca de 50% dos casos. Mas não para por aí: coronavírus sazonais, adenovírus e vírus sincicial respiratório também podem estar por trás dos sintomas.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), um adulto saudável pode ter de 2 a 4 resfriados por ano, enquanto crianças chegam a 8 episódios anuais, especialmente se frequentam creches ou escolas. Apesar de não ser uma doença grave na maioria dos casos, o resfriado impacta a rotina e é um dos principais motivos de faltas no trabalho e na escola.
Sintomas mais comuns:
O início é gradual e os sintomas, em geral, atingem o pico entre o 2º e o 3º dia, melhorando em 7 a 10 dias. Em pessoas saudáveis, o resfriado raramente evolui para algo mais sério, mas em bebês, idosos e imunossuprimidos, ele pode abrir caminho para infecções secundárias, como otite ou sinusite.
Como se prevenir:
Mesmo sendo uma doença leve, o resfriado prepara o terreno para que a gente entenda melhor a diferença entre gripe e resfriado, já que os sintomas podem se confundir. E é justamente isso que vamos ver na próxima parte, quando falarmos sobre a gripe.
A gripe é uma infecção respiratória aguda provocada pelo vírus Influenza, que existe em três tipos: A, B e C. Entre eles, os tipos A e B são os que mais causam surtos sazonais e epidemias.
Diferente do resfriado, a gripe costuma ser mais intensa e pode gerar complicações sérias, como pneumonia, especialmente em idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe afeta, todos os anos, entre 5% e 10% da população adulta e até 30% das crianças.
Sintomas mais comuns:
Os sintomas surgem de forma repentina e intensa. A fase aguda geralmente dura 5 a 7 dias, mas o cansaço e a tosse podem permanecer por até duas semanas. Em casos graves, principalmente em grupos de risco, a gripe pode levar à hospitalização.
Como se prevenir:
Assim como no resfriado, a transmissão da gripe acontece pelo contato com gotículas liberadas ao tossir, espirrar ou falar. Porém, no caso da gripe, o vírus é mais agressivo e os sintomas podem derrubar a pessoa de um dia para o outro. E é aqui que começa a ficar mais clara a diferença entre gripe e resfriado, que vamos detalhar na próxima seção.
Embora apresentem alguns sintomas semelhantes, gripe e resfriado têm características distintas que ajudam na identificação.
| Característica | Resfriado | Gripe |
| Causador | Rinovírus e outros | Vírus Influenza |
| Início dos sintomas | Gradual | Súbito |
| Febre | Rara ou baixa | Alta (acima de 38 °C) |
| Dores no corpo | Leves | Intensas |
| Cansaço | Leve | Intenso |
| Complicações | Raras | Pode levar a pneumonia e hospitalização |
| Duração | 7 a 10 dias | 5 a 7 dias (fadiga pode durar mais) |
O inverno cria um ambiente perfeito para a circulação de vírus como os da gripe e do resfriado. O ar frio e seco resseca as mucosas do nariz e da garganta, que funcionam como barreiras naturais contra micro-organismos. Quando essa proteção enfraquece, os vírus encontram mais facilidade para se instalar no organismo.

Além disso, o comportamento das pessoas muda nessa época. Passamos mais tempo em locais fechados, com janelas fechadas e pouca circulação de ar. Isso faz com que as partículas virais fiquem “preservadas” no ambiente por mais tempo, aumentando o risco de transmissão entre quem está no mesmo espaço.
Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que a taxa de transmissão de doenças respiratórias pode subir até 40% no inverno. Já pesquisas publicadas no Journal of Virology indicam que, em temperaturas mais baixas, vírus como o Influenza podem sobreviver até 48 horas em superfícies, aumentando ainda mais o risco de contato.
Outro ponto importante é que a queda brusca na temperatura leva o corpo a gastar mais energia para se manter aquecido, o que pode reduzir temporariamente a eficiência do sistema imunológico. Por isso, quem já está com a imunidade baixa, seja por estresse, má alimentação ou outras doenças, fica ainda mais vulnerável.
É essa combinação de clima, comportamento e resistência do organismo que explica por que, todos os anos, os casos de gripe e resfriado disparam entre maio e agosto no Brasil.
Na próxima parte, vamos ver de forma clara e prática a diferença entre gripe e resfriado, para que você consiga identificar cada uma e saber como agir.
Tanto a gripe quanto o resfriado são causados por vírus. Isso significa que antibióticos não funcionam nesses casos, a não ser que haja uma infecção bacteriana associada, como uma pneumonia ou sinusite, confirmada pelo médico. O foco do tratamento é aliviar os sintomas, dar tempo para o corpo se recuperar e evitar complicações.
O resfriado costuma ser leve e se resolve sozinho em até 10 dias. Mas alguns cuidados ajudam a passar por esse período com mais conforto:
A gripe é mais intensa e exige atenção redobrada, especialmente em grupos de risco como idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. Além das medidas usadas no resfriado, podem ser necessários outros cuidados:
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), iniciar o tratamento precoce em casos de gripe grave pode reduzir o risco de complicações e internação.
O mais importante é lembrar que, embora o desconforto seja semelhante, a diferença entre gripe e resfriado também se reflete no tratamento. A gripe pode exigir acompanhamento mais próximo e, em alguns casos, intervenção médica rápida.
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Organização Mundial da Saúde (OMS) – Dados globais sobre incidência e prevenção da gripe
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/influenza-(seasonal)
Ministério da Saúde – Brasil – Informações sobre gripe, resfriado e prevenção
https://www.gov.br/saude/
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Estudo sobre aumento da transmissão de doenças respiratórias no inverno
https://portal.fiocruz.br/
Centers for Disease Control and Prevention (CDC) – Diferença entre gripe e resfriado, sintomas e prevenção
https://www.cdc.gov/
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – Tratamento e uso de antivirais na gripe
https://www.paho.org/
Journal of Virology – Sobrevivência de vírus respiratórios em superfícies em diferentes temperaturas
https://journals.asm.org/journal/jvi
Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) – Diretrizes para prevenção e tratamento de gripe e resfriado
https://infectologia.org.br/