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Como o inverno afeta pessoas com asma e bronquite é uma pergunta que ganha relevância a cada ano, especialmente entre quem já convive com problemas respiratórios. Quando as temperaturas caem, o ar fica mais seco e a poluição tende a aumentar, o que cria um cenário propício para crises, dificuldade para respirar e até hospitalizações.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma atinge cerca de 262 milhões de pessoas no mundo. Já a bronquite crônica, que faz parte da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), afeta cerca de 10% da população adulta globalmente. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) mostram que o inverno é o período com maior número de atendimentos hospitalares relacionados a essas doenças.
Isso acontece porque o frio, aliado à baixa umidade, pode inflamar as vias respiratórias, aumentar a produção de muco e facilitar infecções. Além disso, no inverno, as pessoas costumam passar mais tempo em ambientes fechados, favorecendo a circulação de vírus e bactérias.
Neste artigo, você vai entender, de forma clara e completa:
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias que provoca crises recorrentes de falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no tórax.
Essas crises acontecem porque, durante uma reação asmática, os brônquios (pequenos tubos que levam o ar aos pulmões) ficam inflamados e estreitos, dificultando a passagem do ar.
Segundo a Global Initiative for Asthma (GINA), a asma afeta cerca de 262 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 6 milhões de brasileiros convivem com a doença, e que ela é uma das principais causas de internação por problemas respiratórios.
Os sintomas podem variar em intensidade e frequência. Algumas pessoas ficam dias ou semanas sem sentir nada, enquanto outras têm crises mais constantes.
Alguns fatores aumentam as chances de desenvolver ou agravar a asma:
O diagnóstico é feito pelo médico, que avalia os sintomas e o histórico do paciente. O exame mais utilizado é a espirometria, que mede as capacidades e volumes pulmonares. Em alguns casos, são solicitados testes alérgicos ou testes de provocação brônquica para identificar gatilhos e confirmar a doença.
Importante: a asma não tem cura, mas tem controle. Com tratamento adequado, a maioria das pessoas leva uma vida normal e ativa.
A bronquite é uma inflamação dos brônquios, os tubos que levam o ar até os pulmões. Essa inflamação estreita a passagem de ar e dificulta a respiração. Pode se apresentar de duas formas:
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a bronquite crônica faz parte das doenças respiratórias crônicas que afetam mais de 200 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que o tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos.
Os sintomas variam conforme a gravidade, mas geralmente incluem:

Na bronquite aguda, a tosse pode durar até três semanas. Já na crônica, ela se torna parte do dia a dia, piorando em períodos de frio ou poluição elevada.
Algumas condições e hábitos aumentam as chances de desenvolver bronquite:
De acordo com a American Lung Association, trabalhadores expostos a poeiras industriais têm até 3 vezes mais risco de desenvolver bronquite crônica.
O diagnóstico é feito pelo médico com base nos sintomas e no histórico do paciente. Para confirmar e diferenciar de outras doenças, podem ser solicitados exames como:
Quando detectada precocemente, a bronquite tem melhor resposta ao tratamento e menor risco de complicações.
| Característica | Asma | Bronquite |
| Causa | Inflamação crônica com reação exagerada a estímulos | Inflamação causada por infecção ou irritantes |
| Evolução | Crônica, com crises intermitentes | Aguda (curta duração) ou crônica (progressiva) |
| Tosse | Seca ou com pouco muco | Geralmente produtiva, com muco |
| Idade | Pode começar na infância | Mais comum em adultos |
| Fatores de risco | Alergias, genética, poluição | Tabagismo, poluição, infecções |
Para quem convive com asma ou bronquite, o inverno não é apenas uma estação fria e charmosa, ele pode se transformar em um verdadeiro teste de resistência. E a ciência explica por quê.
Nos dias mais gelados, o ar frio e seco retira a umidade natural das vias respiratórias. Isso irrita os brônquios, deixando-os mais sensíveis e facilitando o desencadeamento de crises. Além disso, o fenômeno da inversão térmica, comum no inverno, faz com que os poluentes fiquem mais concentrados próximos ao solo, piorando inflamações pulmonares e dificultando a respiração.
Outro vilão da estação são os ambientes fechados. Com janelas quase sempre cerradas para segurar o calor, a circulação de ar diminui e aumenta a presença de vírus, ácaros e poeira, tornando o ambiente mais propício a infecções. Gripe, resfriado e outras infecções virais são frequentes nessa época, podendo não apenas provocar novas crises, mas também intensificar as já existentes.
Os impactos são reais: segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as internações por asma aumentam até 20% durante o inverno no Brasil. No caso da bronquite crônica, as crises podem ser mais longas, com excesso de muco e risco elevado de complicações como pneumonia.
No fim das contas, o inverno exige atenção redobrada de quem já convive com essas doenças. Pequenos cuidados, como manter-se aquecido, hidratar bem o corpo, manter-se ativo e evitar locais fechados e cheios, podem fazer toda a diferença para passar pela estação com mais qualidade de vida.
Quando falamos de asma e bronquite, muita gente pensa só em “tomar o remédio na hora da crise”. Mas não é bem assim. Para respirar melhor de forma duradoura, o cuidado precisa ser contínuo e adaptado para cada caso.
A asma é como um “alarme” sensível nos pulmões: reage de forma exagerada a poeira, cheiros fortes, mudanças de temperatura e até ao estresse.
O tratamento tem dois objetivos: prevenir as crises e agir rápido quando elas acontecem.
O que costuma fazer parte do tratamento:
Dica: usar o inalador com espaçador aumenta a eficácia do medicamento e reduz efeitos colaterais.
A bronquite aguda é, na maioria das vezes, causada por vírus. Ela provoca tosse forte, muitas vezes com catarro, e pode durar semanas.
Como é geralmente viral, antibióticos não resolvem.
O que ajuda:
A bronquite crônica é mais séria e, muitas vezes, ligada ao tabagismo. Ela provoca tosse com catarro por meses a fio e pode evoluir para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
O tratamento envolve:
A CPAPS, referência nacional em saúde do sono e qualidade respiratória, entende profundamente os desafios enfrentados por quem convive com a apneia do sono.
✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para distúrbios do sono.
✔️ Nossa equipe é composta por profissionais capacitados, especializados em orientar cada paciente na escolha da solução mais adequada para seu quadro de apneia.
✔️ Atuamos de forma integrada, não apenas fornecendo produtos, mas também educando, acolhendo e oferecendo suporte técnico contínuo, tanto para pacientes quanto para famílias.
✔️ Além disso, através do nosso Projeto CPAP Solidário, promovemos o acesso democrático a equipamentos de saúde respiratória, sempre alinhados às melhores práticas clínicas e científicas.
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