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Com a chegada do inverno, alguns fatores podem prejudicar sua saúde e o seu tratamento com CPAP. Saiba mais!

O inverno provoca uma série de transformações no nosso dia a dia e na forma como o corpo reage ao ambiente. Com as temperaturas mais baixas, é natural que a gente procure aconchego, passe mais tempo dentro de casa e conviva com o ar mais seco. Para quem tem apneia do sono, esses fatores podem se tornar um desafio extra, afetando a qualidade da respiração e até a adaptação ao tratamento.
Por isso, é essencial entender como adaptar o tratamento com CPAP durante o inverno.
Com alguns ajustes simples na forma de usar o equipamento e na rotina de sono, é possível manter o conforto, evitar interrupções no tratamento e garantir noites mais tranquilas mesmo nos dias mais frios.
A apneia do sono é mais comum do que muita gente imagina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com algum grau da doença.
No Brasil, a Associação Brasileira do Sono (ABS) estima que cerca de um terço da população adulta apresente sinais do distúrbio, mas grande parte ainda não sabe que tem apneia ou não recebe o tratamento adequado.
Com a chegada do inverno, os sintomas tendem a se intensificar. Por isso, neste artigo você vai aprender como preparar seu corpo e seu tratamento para atravessar essa estação com mais conforto, qualidade de vida e noites bem dormidas.
A apneia do sono é um distúrbio respiratório que se caracteriza por pausas na respiração durante o sono. Essas interrupções podem durar alguns segundos ou, em casos mais graves, ultrapassar um minuto.

O problema é que elas se repetem várias vezes ao longo da noite, muitas vezes sem que a pessoa perceba.
Quando isso acontece, o corpo recebe menos oxigênio e o sono se torna fragmentado, o que impede o descanso profundo e reparador. Com o tempo, essa condição pode trazer consequências sérias para a saúde, afetando tanto o bem-estar físico quanto emocional.
Esses sinais não devem ser ignorados. Muitas pessoas acreditam que o ronco, por exemplo, é apenas um incômodo, quando na verdade pode indicar um problema sério.
Segundo a American Academy of Sleep Medicine (AASM), a apneia do sono não tratada aumenta significativamente o risco de condições como hipertensão, diabetes tipo 2, arritmias, infarto e até acidente vascular cerebral (AVC).
Além disso, estudos indicam que pessoas com apneia têm mais chances de desenvolver distúrbios do humor, como ansiedade e depressão, além de estarem mais suscetíveis a acidentes de trânsito e de trabalho devido à sonolência diurna.
Essa combinação de sintomas e riscos reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, especialmente durante o inverno, quando problemas respiratórios tendem a se agravar e o corpo precisa estar ainda mais protegido.
O tratamento da apneia do sono deve ser personalizado, levando em conta a gravidade do distúrbio, o perfil do paciente e possíveis doenças associadas.
O objetivo principal é manter as vias aéreas abertas durante o sono, garantindo uma respiração contínua e segura, além de melhorar a qualidade do descanso e reduzir os riscos à saúde.
Segundo a American Academy of Sleep Medicine (AASM), a escolha do tratamento depende do número de apneias por hora — índice conhecido como AHI (Apnea-Hypopnea Index) — identificado no exame de polissonografia, que é considerado o padrão ouro para diagnóstico embora outras métricas têm ganhado cada vez mais espaço como a avaliação da oxigenação durante a noite, o IDO.
Nos casos leves, algumas mudanças simples na rotina podem reduzir significativamente os sintomas:
Essas medidas, embora simples, são fundamentais para complementar qualquer outro tratamento.
Nos casos moderados a graves, o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é considerado o tratamento mais eficaz e seguro.
Esse equipamento envia um fluxo contínuo de ar pressurizado por meio de uma máscara, mantendo as vias respiratórias abertas durante toda a noite.
O CPAP não apenas reduz o ronco e as pausas respiratórias, como também melhora a oxigenação do corpo e diminui os riscos de complicações graves, como hipertensão e problemas cardiovasculares.
Segundo um estudo da American Thoracic Society, o uso regular do CPAP pode reduzir em até 70% o risco de eventos cardiovasculares relacionados à apneia do sono.
Os dispositivos orais são uma alternativa para casos leves a moderados.
Eles funcionam reposicionando a mandíbula e a língua durante o sono, mantendo as vias aéreas abertas.
Apesar de serem mais discretos e fáceis de usar, não têm a mesma eficácia do CPAP, especialmente em quadros graves.
O acompanhamento com um dentista especializado em sono é essencial para garantir que o dispositivo seja ajustado corretamente e não cause desconfortos na mandíbula ou nos dentes.
A cirurgia é considerada apenas em casos específicos, quando existe uma obstrução anatômica importante, como amígdalas muito aumentadas ou desvios acentuados no septo nasal.
Entre as técnicas disponíveis estão:
É importante ressaltar que os resultados podem variar e, em muitos casos, o CPAP ainda será necessário após o procedimento.
Cada tratamento tem seu papel e, muitas vezes, a combinação de terapias é a melhor estratégia.
Por isso, o acompanhamento médico regular é fundamental para ajustar as recomendações e garantir a eficácia no controle da apneia do sono, principalmente durante o inverno, quando os sintomas tendem a se intensificar.
O inverno traz mudanças no clima e nos ambientes que podem intensificar os sintomas da apneia do sono. Essa piora ocorre porque fatores típicos da estação afetam diretamente as vias respiratórias, o sono e até mesmo a adaptação ao tratamento com CPAP.
Compreender esses fatores é essencial para se preparar e manter a qualidade do tratamento durante os meses mais frios.
No inverno, a umidade do ar tende a cair, deixando-o mais seco.
Esse ar frio e seco resseca as mucosas nasais e da garganta, que são responsáveis por filtrar e umidificar o ar que respiramos.
Quando as mucosas ficam ressecadas, há maior dificuldade para a passagem do ar pelas vias respiratórias.
Isso pode provocar nariz entupido, garganta irritada e aumento da resistência ao fluxo de ar, dificultando a respiração durante a noite.
Para quem usa CPAP, esse ressecamento pode causar desconforto com a máscara e até sensação de irritação na pele, o que leva muitos pacientes a diminuírem o tempo de uso do equipamento, algo que compromete a eficácia do tratamento.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), ambientes com baixa umidade aumentam em até 30% o risco de irritação das vias respiratórias, favorecendo crises respiratórias e agravando quadros de apneia.
Com o frio, é natural manter portas e janelas fechadas para conservar o calor.
No entanto, essa prática reduz a circulação de ar e cria um ambiente propício para o acúmulo de poeira, ácaros, mofo e vírus.
Esses agentes irritam as vias respiratórias e aumentam o risco de alergias e infecções, como sinusites e bronquites.
Para quem tem apneia do sono, qualquer obstrução nasal ou irritação nas vias respiratórias pode intensificar as pausas respiratórias e dificultar a adaptação ao CPAP.
Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que os atendimentos médicos por doenças respiratórias crescem até 40% no inverno, especialmente em regiões com grande variação de temperatura.
Esse aumento impacta diretamente pessoas com apneia do sono, que já têm uma maior sensibilidade a problemas respiratórios.
O inverno é conhecido como a estação das gripes e resfriados.
Durante esse período, os vírus circulam com mais facilidade, principalmente porque passamos mais tempo em ambientes fechados e em contato próximo com outras pessoas.
As infecções respiratórias provocam sintomas como nariz entupido, garganta inflamada, tosse e coriza, todos eles dificultam a respiração e o uso contínuo do CPAP.
Muitos pacientes acabam interrompendo o tratamento nesses episódios por desconforto, mas isso pode ser perigoso.
Suspender o uso do CPAP, mesmo por alguns dias, aumenta os riscos de complicações, como quedas bruscas na oxigenação do sangue e retorno rápido dos sintomas, incluindo ronco intenso e sonolência diurna.
Por isso, é fundamental conversar com o profissional especializado sobre ajustes no tratamento durante gripes ou resfriados, garantindo que o CPAP continue sendo utilizado de forma segura.
Durante o inverno, o tratamento com CPAP pode se tornar mais desafiador por causa do frio, do ar seco e do aumento de doenças respiratórias típicas da estação.
Com alguns cuidados simples, é possível manter o conforto, evitar interrupções e garantir que a terapia continue sendo eficaz.
A seguir, veja como adaptar o uso do CPAP nos dias frios e garantir uma boa qualidade de sono.
O ar seco é um dos principais inimigos do tratamento durante o inverno.
Quando o ar inspirado não está adequadamente umidificado, ele pode ressecar o nariz e a garganta, causando irritação, sensação de nariz entupido e até pequenos sangramentos.
O umidificador acoplado ao CPAP resolve esse problema, tornando o ar mais úmido e confortável.
Segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine, pacientes que usam umidificação apresentam menos despertares noturnos, menor irritação nasal e uma adaptação mais rápida ao equipamento.
Dica extra: se você sentir excesso de condensação dentro do tubo, ajuste o nível de umidificação gradualmente até encontrar o equilíbrio ideal.
No inverno, passamos mais tempo em ambientes fechados, onde vírus, fungos e bactérias se acumulam com mais facilidade.
Se o equipamento não for limpo corretamente, essas partículas podem se acumular na máscara, no tubo e no reservatório de água, aumentando o risco de infecções respiratórias e irritações na pele.
O ideal é fazer uma higienização diária da máscara, utilizando sabão neutro e água corrente e semanal dos acessórios. Evite produtos abrasivos, pois eles podem danificar o material do CPAP e reduzir a vida útil do equipamento.
Importante: sempre deixe as peças secarem completamente antes de montar novamente o aparelho.
Dormir em um quarto muito frio pode ser desconfortável, principalmente para quem usa CPAP.
O ideal é manter a temperatura do ambiente entre 18°C e 22°C, faixa recomendada pela National Sleep Foundation para um sono saudável.
Se usar aquecedor, mantenha-o a uma distância segura para não ressecar ainda mais o ar.
Evite também cobrir a máscara ou o tubo do CPAP com cobertores, pois isso pode bloquear o fluxo de ar e comprometer o funcionamento do aparelho.
Os filtros do CPAP são responsáveis por reter poeira e partículas suspensas no ar, garantindo que o ar que você respira durante a noite esteja limpo.
No inverno, como as janelas ficam fechadas e a circulação de ar diminui, esses filtros tendem a sujar mais rápido.
Essa rotina ajuda a proteger o aparelho e reduz riscos de alergias e irritações nas vias respiratórias.
Mesmo em dias de gripe, congestão nasal ou resfriado, não pare de usar o CPAP por conta própria.
Interromper o tratamento pode trazer prejuízos imediatos, como o retorno do ronco, da sonolência diurna e da queda na oxigenação durante o sono.
Se estiver com dificuldade para respirar devido à congestão, converse com o seu médico.
Ele poderá ajustar temporariamente a pressão do aparelho ou recomendar descongestionantes seguros, garantindo que você continue o tratamento com conforto e segurança.
Atenção: nunca faça mudanças no ajuste do CPAP sem orientação profissional.
A CPAPS, referência nacional em saúde do sono e qualidade respiratória, entende profundamente os desafios enfrentados por quem convive com a apneia do sono.
✔️ Oferecemos uma linha completa de soluções para distúrbios do sono.
✔️ Nossa equipe é composta por profissionais capacitados, especializados em orientar cada paciente na escolha da solução mais adequada para seu quadro de apneia.
✔️ Atuamos de forma integrada, não apenas fornecendo produtos, mas também educando, acolhendo e oferecendo suporte técnico contínuo, tanto para pacientes quanto para famílias.
✔️ Além disso, através do nosso Projeto CPAP Solidário, promovemos o acesso democrático a equipamentos de saúde respiratória, sempre alinhados às melhores práticas clínicas e científicas.
Fale com a CPAPS:
📞 0800 601 9922
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Estou tendo maior problemão com traqueia cheia d agua. As vezes acordo a noite com agua no nariz. Já tive pneumonia por isso. Tenho rinite e agora estou com gripe forte. Uso o aparelho há 6 anos, porém estou cansada de tantos problemas.
Para secar deixo a traqueia pendurada num varal dentro de casa, e ainda assim qdo vou pegar têm gotículas de agua no tubo. Aí fico chacoalhando para escorrer. Gostaria de saber como secar isso sem tanta trabalheira.
Por favor oriente me.
Obgda!
Olá Helena, como vai? Agradecemos por entrar em contato. O que está ocorrendo é uma condensação de água no tubo, que é ocasionando quando há uma diferença da temperatura pelo ar do ambiente e o fluxo gerado pelo CPAP. Peço que realize os seguintes procedimentos. Caso o seu ambiente possua ar condicionado, indico aumentar a temperatura do mesmo, quanto mais gelado o ar de fora, mais condensação poderá ocorrer. Deixe o CPAP o mais próximo do chão, se possível deixá-lo no chão, assim a condensação da água retornará para o umidificador e não irá gerar esse barulho. Caso permaneça, ou não se sinta confortável em utilizar o CPAP no chão, a utilização de um tubo aquecido resolverá a situação. Para realizar a secagem do tubo, o indicado é que fique longe da luz solar, e antes de utiliza-lo na terapia respiratória. Para maiores informações, entre em contato com a nossa Central de Atendimento no 0800 601 9922 e converse com um de nossos especialistas! Até logo!!
Bom dia, é normal a água do cpap esquentar? e pq as vezes ficam muitos noites sem m esquentar? E derrepente começa esquentar como tivesse fervendo, meu ten menos de 1 ano, e comprei novo
Gostaria de saber porque eu fico com ardência nas vias respiratória, quando uso o Cpap ,faz poucos dias que estou usando, meu Nariz fica num gelo terrível, gostaria de saber qual é a temperatura certa da água , gostaria de uma explicação. Obrigada
Olá Rosa, como vai? Entre os efeitos colaterais mais comuns do uso do CPAP estão: o ressecamento, a coriza, a ardência e a congestão nasal, que são causadas pelo fluxo de ar que passa continuamente no trato respiratório do paciente. Na respiração natural, o ar inspirado pelas narinas é umedecido e aquecido antes de chegar às vias aéreas. Porém, durante o uso do CPAP, não há tempo suficiente para que esse processo seja feito, devido ao fluxo de ar que é enviado continuamente. Uma solução é utilizar o umidificador, que já vem embutido em alguns modelos, mas também pode ser adquirido separadamente em nossa loja online e, quanto ao nível de umidade é particular para cada usuário. Para mais informações, entre em contato com nossa central de atendimentos, pelo telefone 0800 601 9922.